A foto é da irmã que mais amo, com a cachorra mais boba, louca, ensandecida e adorável que eu convivo há alguns anos. Mas de alegre o post só tem esta foto mesmo...
A Lady tem - ou melhor, tinha até hoje - uma amiga 'irmã' boxer, na mesma rua que mora.
Digo tinha porque hoje a Mel morreu, com menos de quatro anos. Atropelada por um carro que passou por cima dela, em alta velocidade, e cujo motorista, sequer parou para saber o que tinha acontecido.
Uma rua de velocidade máxima 30km/h, onde sempre há crianças, mas na qual os motoristas, até mesmo das duas linhas de ônibus que ali passam, insistem em "voar baixo".
Só que hoje este desrespeito causou uma vítima. Muitos podem até justificar que foi apenas um animal, que saiu correndo pela rua, fugido quando abriram o portão de casa, e que uma freada poderia causar acidente pior.
Mas eu que dirijo há um bom tempo, que estava ali prestes a entrar no meu carro na hora em que tudo aconteceu, e que conhecia a Mel desde filhote, não consigo aceitar.
Ela fugiu, correu para rua, e seu dono, um MENINO, correu atrás dela. Achando que era uma brincadeira, ela voltou pra casa, atravessando a mesma rua.
E foi aí que tudo se desenrolou: Um carro voado passou por cima dela, em cheio, como se estivesse passando por cima de um saco de lixo, ou de uma pedra.
O barulho foi enorme. A expressão de desespero no gesto do menino é impossível de descrever. O carro que continuou na mesma velocidade que estava, mesmo tendo sentido a pancada, dirigido por um idiota sem qualquer senso de humanidade.
O pai do menino recolhendo a Mel da rua, nos braços, querendo levar o mais rápido possível no veterinário, a mãe sem saber o que fazer, trazendo um carrinho de feira pra colocar a pobre dentro.
Eu correndo pra me oferecer pra levar de carro, olhando ela sangrar pela boca, respirando com dificuldade e eu pedindo a Deusa para que ela aguentasse, tremendo inteira porque sabia que aquilo não era bom sinal.
Até deixar ela na clínica pareceu uma eternidade um percurso de uma quadra.
Voltei pra resolver minhas coisas, mas aquilo tudo não saía da minha cabeça: o olhar do menino, os pais ainda desnorteados, a Mel molinha, respirando mal e o sangue...
Menos de uma hora depois, a notícia que eu não queria receber. Ela não tinha resistido.
E aí o dia ficou menos alegre, porque sabia que não ia mais poder brincar com aquela boba que sa abria toda por um carinho na barriga, que corria de um lado pro outro latindo pra chamar atenção. E porque lembrei da Lady, pensando que se ela tivesse fugido, poderia ter sido ela, por causa de um imbecil qualquer. E porque eu sei o quanto de falta ela vai fazer para as crianças.
A raiva e atristeza são dois sentimentos muito fortes agora aqui dentro de mim. Não dá pra evitar que o post fique com esse tom. Mas ele precisava sair de mim pra que eu pudesse de algum modo dar paz ao meu coração.
Ainda vou lembrar da cena por muito tempo. Do som. Dos rostos.
E vou torcer pra que não precise jamais revê-la.
Bjs
sábado, 12 de março de 2011
Imagens que valem pelas palavras (1) - Editado
(Post 1 de 3 que ERA pra ser pequeno...)
Hoje um post com muitas fotos e poucas palavras.
O trabalho de muitas horas na frente do micro me faz, além de perder a vontade de voltar a ele em casa, sentir a tendinite gritar em alto e bom som que vai me fazer companhia logo, logo. Mais uma "ite" para as tantas que me aparecem nesta época...
Mas sou teimosa, e preciso de algum jeito extravasar algumas coisas que estão me incomodando, e lembrar de outras que ainda são motivos para não desistir. E as fotos vão me ajudar a fazê-lo.
Vou ficar devendo a mim mesma escrever mais. Arrancar de dentro do peito. Desfazer o nó da garganta e a trava dos dedos. Mas hoje não.
Bjs
PS: As metas físicas já foram refeitas. Os prêmios para cada conquista, determinados.
As metas profissionais estão sendo avaliadas.
As metas sentimentais, idem.
Para não dizer que não me diverti, sexta fui ao baile, e claro, era à fantasia. Os bolsistas capricharam: Verônica, de gângster; Ana, de coelhinha; Camilla, de Mulher-gato; Maria, de pirata; Marcelly, de bruxa; e os meninos, Alan, Guilherme e Wallace, de soldados do Bope. Ah! E a tia Regina segurando a galera, claro!
E seguindo a linha "fantasia", sem ser carnaval, um pessoal que também curte muito são os Cosplayers. Estes estavam muito perfeitos! Taí uma coisa que aprendi a gostar por causa do Bruno: eventos de anime. Se não for nada de mais, pelo menos me divirto com as caracterizações...
E uma propaganda gratuita do lugar onde meus finais de dia me fazem uma pessoa (menos ruim) mais feliz...
(legenda editada a pedido da minha doce Flor de Lótus)
Como nem tudo no trabalho é problema, estas pessoas são a razão pra eu ainda estar lá: meu pai, Marcus, Denise, Luiz, tia Vera, tia Lena, minha irmã, Fátima, Janete e Biel. Aqui ainda faltam a Fabi e a Bianca, que chegaram depois pra aumentar o grupo!
Falando em grupo, minha vida é muito melhor quando estou assim: cercada de amigos que eu adoro! Estes são colegas de faculdade que estiveram em um reencontro de muitos que ainda acontecerão.
Exame de faixa no Tae Kwon Do. Um dia eu vou estar lá também!
Três amigos, uma paixão em comum. Companheiros e professor de Inglês que se tornaram meus "mosqueteiros": José, Fazolo e André. E completando o grupo, Sandra e Bruno.
Pra fechar a tampa, com medalha de ouro, Lesmas Running reunidas depois da Family Run 2009: Célia, tia Lu, pai, Ana, Bruno, Guinho e tio Xerife. Este ano tem mais! Equipe reduzida, mas os treinos já começam domingo que vem com a Corrida da Mulher.
Hoje um post com muitas fotos e poucas palavras.
O trabalho de muitas horas na frente do micro me faz, além de perder a vontade de voltar a ele em casa, sentir a tendinite gritar em alto e bom som que vai me fazer companhia logo, logo. Mais uma "ite" para as tantas que me aparecem nesta época...
Mas sou teimosa, e preciso de algum jeito extravasar algumas coisas que estão me incomodando, e lembrar de outras que ainda são motivos para não desistir. E as fotos vão me ajudar a fazê-lo.
Vou ficar devendo a mim mesma escrever mais. Arrancar de dentro do peito. Desfazer o nó da garganta e a trava dos dedos. Mas hoje não.
Bjs
PS: As metas físicas já foram refeitas. Os prêmios para cada conquista, determinados.
As metas profissionais estão sendo avaliadas.
As metas sentimentais, idem.
Para não dizer que não me diverti, sexta fui ao baile, e claro, era à fantasia. Os bolsistas capricharam: Verônica, de gângster; Ana, de coelhinha; Camilla, de Mulher-gato; Maria, de pirata; Marcelly, de bruxa; e os meninos, Alan, Guilherme e Wallace, de soldados do Bope. Ah! E a tia Regina segurando a galera, claro!
E seguindo a linha "fantasia", sem ser carnaval, um pessoal que também curte muito são os Cosplayers. Estes estavam muito perfeitos! Taí uma coisa que aprendi a gostar por causa do Bruno: eventos de anime. Se não for nada de mais, pelo menos me divirto com as caracterizações...
E uma propaganda gratuita do lugar onde meus finais de dia me fazem uma pessoa (menos ruim) mais feliz...(legenda editada a pedido da minha doce Flor de Lótus)
Como nem tudo no trabalho é problema, estas pessoas são a razão pra eu ainda estar lá: meu pai, Marcus, Denise, Luiz, tia Vera, tia Lena, minha irmã, Fátima, Janete e Biel. Aqui ainda faltam a Fabi e a Bianca, que chegaram depois pra aumentar o grupo!
Falando em grupo, minha vida é muito melhor quando estou assim: cercada de amigos que eu adoro! Estes são colegas de faculdade que estiveram em um reencontro de muitos que ainda acontecerão.
Exame de faixa no Tae Kwon Do. Um dia eu vou estar lá também!
Três amigos, uma paixão em comum. Companheiros e professor de Inglês que se tornaram meus "mosqueteiros": José, Fazolo e André. E completando o grupo, Sandra e Bruno.
Pra fechar a tampa, com medalha de ouro, Lesmas Running reunidas depois da Family Run 2009: Célia, tia Lu, pai, Ana, Bruno, Guinho e tio Xerife. Este ano tem mais! Equipe reduzida, mas os treinos já começam domingo que vem com a Corrida da Mulher.
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Recuperando o tempo ausente (2)
(Post 2 de 3)
Para quem não podia ficar muito tempo digitando, estou saindo pior que a encomenda...
Mas é por uma boa causa. Estou pondo em dia minhas visitas às amigas queridas antes de começar mais um dia agitado.
E aproveito pra compartilhar coisas interessantes que li:
- O Divã Dellas: Três Pessoas que Te Amam
- Palavras ao Vento: Só se ama o que não se possui completamente
- Isso é Coisa de Lilly: Two Birds
- Polaroid Poulin
- Delitos Perdidos: Silêncio
Bjs
Para quem não podia ficar muito tempo digitando, estou saindo pior que a encomenda...
Mas é por uma boa causa. Estou pondo em dia minhas visitas às amigas queridas antes de começar mais um dia agitado.
E aproveito pra compartilhar coisas interessantes que li:
- O Divã Dellas: Três Pessoas que Te Amam
- Palavras ao Vento: Só se ama o que não se possui completamente
- Isso é Coisa de Lilly: Two Birds
- Polaroid Poulin
- Delitos Perdidos: Silêncio
Bjs
A grande questão (3)
Só para completar os pensamentos...
Bjs
Serra do Luar (Leila Pinheiro)
Amor, vim te buscar, em pensamento. Cheguei agora no vento.
Amor, não chora de sofrimento. Cheguei agora no vento.
Eu só voltei prá te contar: viajei...fui prá Serra do Luar
Eu mergulhei...Ah!!!Eu quis voar, agora vem, vem prá terra descansar
Viver é afinar o instrumento
De dentro prá fora, de fora prá dentro
A toda hora, todo momento
De dentro prá fora, de fora prá dentro
A toda hora, todo momento
De dentro prá fora, de fora prá dentro
Tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo.
A toda hora, todo momento. De dentro prá fora, de fora prá dentro.
A toda hora, todo momento. De dentro prá fora, de fora prá dentro.
daqui
quinta-feira, 3 de março de 2011
A felicidade, o incômodo, a impossibilidade momentânea - Post longo
Invertendo a ordem do título, a impossibilidade momentânea é de escrever tudo que preciso, com a frequência que me faria bem, me aliviaria.
Mas o trabalho, o cansaço e o desânimo me impedem. Mas isso é temporário. TEM-PO-RÁ-RIO. Vou tomar as rédeas da minha vida. Desta vez de forma definitiva, porque não posso mais continuar assim.
O incômodo ainda se dá pelo conflito dentro de mim. Onde há momentos em que me sinto bem, em que acho que mereço ser feliz, que sou uma pessoa que faz bem aos outros e que tenho todo direito de viver a minha vida do jeito que eu quero. E momentos em que vejo as pessoas me olhando, me criticando por não conseguir sorrir o tempo todo, por estar chateada com coisas que eu não consigo resolver (mas sequer tentando perceber meus motivos para isso), pessoas que são importantes para mim me cobrando que eu seja quem elas querem, mas sem me darem espaço para ficar bem, nem me ajudarem a conseguir isso. Por mais que eu tente, não tenho conseguido descobrir solução para essa situação na minha vida. E os efeitos são visíveis, a alergia não melhorou, muito pelo contrário, e isso me enlouquece.
A felicidade é por um motivo que comecei a falar no post anterior, e que tem a ver com uma pessoa que, apesar de todas as brigas desde muito novas, eu AMO DEMAIS: minha irmã mais nova vai ter um bebê! Vou ser TIA!!!!
É o tal conflito porque eu a amo e estou numa alegria sem tamanho por ela realizar um sonho, mas angustiada porque sempre houve comparação entre nós (ela é muito extrovertida, sempre de bom humor, alegre, falante, linda, loira de olhos azuis... e eu justamente o oposto!) e agora ainda mais, porque as pessoas vão cobrar de mim que eu demonstre estar feliz por isso, e esqueça todos os meus problemas porque afinal, minha irmã vai me dar um sobrinho...
E por causa deste amor que tenho por ela é que estou me esforçando para não ficar tão azeda. Nem de cara amarrada. Pelo visto será mais uma das máscaras que terei que usar, antes, durante e depois do Carnaval.
No entanto a alegria é verdadeira.
E vou desejar que sempre que eu estiver ao lado dela, seja mais um daqueles meus 'momentos fora do mundo real', como tem sido minhas aulas de dança e as aulas voluntárias. Porque ela merece.
Bjs
PS:
- Minhas metas estão no buraco, na gaveta. Quer sejam as físicas, as relacionadas ao lado profissional, ao lado pessoal, ao lado espiritual. O arquivamento delas não foi proposital, mas aconteceu e tenho que reverter este quadro, antes que seja tarde demais. Vou aproveitar o Carnaval pelo menos para (re) relacioná-las e poder visualizar melhor onde estou, o que já consegui e onde ainda quero, posso e vou chegar em todos os campos.
- Há muitas fotos que quero colocar aqui, principalmente as que mostram que sou, sim, uma pessoa que sabe sorrir. Também vou usar o Carnaval pra isso.
- Quando digo que as pessoas me veem como alguém constantemente de mau humor, preciso explicar que são aquelas que convivem comigo sobretudo no ambiente de trabalho, ou nos momentos logo após sair dele. No trabalho tenho sido alguém que não existe, só cumpre um papel que está me consumindo. Mas sei que não sou desta forma porque desde que me entendo por gente, sou considerada por quem quer que se aproxime de mim com dificuldades, alguém que está disposta a ajudar, não importa como. E ontem, uma vez mais, tive duas manifestações doces deste carinho que demonstram por mim. Só tenho a agradecer ao Marco por ter sido o autor da frase da semana e ao Alan por continuar insistindo em mim, apesar de tudo.
- A noite terminou em brigadeiro. Meu atual, antigo, imemorial vício. De microondas, feito pelo Bruno. Como ele mesmo disse, uma das suas 'especialidades' desde os tempos do teatro. Agradeço a ele também pela noite mais doce.
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