Mudando pra ser feliz

Mostrando postagens com marcador mágoas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mágoas. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 19 de março de 2013

Faz parar???

Quando é que a gente finalmente consegue ser feliz?
Quando é que a gente começa a aceitar tudo, e não pensar mais no que pode ser verdade ou não, no que pode nos machucar, no que faz diferença como mudança?
Quando é que passamos a viver, e não apenas sobreviver?
Brisa de esperança tocando meu rosto desde o último dia 10/3, apesar de já ter sido acariciada algumas vezes por ela e depois jogada ao chão por um empurrão da verdade. E não uma verdade espontânea, mas uma verdade arrancada a custa de mais dor.
Querendo crer que desta vez é diferente de tudo. Que eu posso viver, ser feliz, amar, voltar não ao passado, mas buscar um futuro mais maduro, não sem mágoas, mas construído com base num novo respeito, numa nova troca, numa nova promessa de batalhar pela união.
Está difícil.
Há dias longos, e outros mais longos. Principalmente quando são cinzas e chuvosos.
E hoje é um destes. Em que o passado recente fica soprando no meu ouvido como o vento na janela, e a escuridão fica rodando a minha alma, como as nuvens lá fora entriatecem o dia...
Que esse dia acabe logo.
Logo, antes que eu enlouqueça mais uma vez.
Bjs
Mima D.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Nuvens de tempestade para não chorar

Não adianta inistir. Por mais que eu tente, nunca mais vou consegui ser suficiente pra vc.

Eu quero continuar na ilusão de que todo resto acabou, de que ninguém mais faz parte de sua vida a não ser eu, depois de tudo que conversamos.
Quero acreditar nas palavras de que o passado já passou de fato, e que se olharmos pra ele, continuaremos trazendo as mágoas pro momento presente e tudo de bom que está acontecendo perderá o brilho, a beleza, o valor.
Eu quero, mas continuo não conseguindo.

Sabe aquele momento em que se nota o outro repetindo padrões que vc tão bem conhece?
Ocultando o óbvio, "poupando" vc de ver o que ele não pode evitar que aconteça (afinal, ninguém pode impedir um telefone de tocar ou de receber uma mensagem no meio da noite), mostrando pra vc o melhor lado pra que não se perceba o que ainda não terminou lá fora (ou não se quer terminar), fazendo de tudo para que vc não encontre nada que possa comprovar esse comportamento, esse laço que não se desfez e que talvez não vá se desfazer, porque foi ele que o manteve vivo enquanto vc não estava presente pra fazê-lo feliz?

Preciso encarar o fato de que eu sou a única culpada das coisas estarem como estão. Se hoje há alguém que é tão ou mais importante do que eu, a ponto de merecer não ser deixada de lado, é porque eu não fui tão importante quanto devia, ou não o fiz tão importante quanto hoje sei que vc é pra mim.
Vc não se tornou perfeito simplesmente pelo fato de eu hoje entender meu amor por vc. Vc ainda tem os defeitos que eu sempre critiquei, só que hoje eu noto aquilo que vc sempre insistiu comigo e eu não aceitava: eu não preciso demonstrá-los magoando vc. Se hoje eu não os critico mais não é porque eles desapareceram, é só porque eu aprendi a tolerá-los melhor, e contorná-los.

Quero acreditar em vc pra não retomar meu pior instinto, não voltar a agir como antes.
Quero acreditar que é não é nada disso e que apenas minha cabeça está inquieta demais e assustada demais com o novo.
Quero acreditar que de fato as outras pessoas ficaram pra trás, foram postas de lado. Não quando vc voltou, nem quando decidiu ficar, mas quando vc realmente percebeu que a minha mudança era verdadeira.
Quero acreditar que deste momento em diante posso considerar o "nosso" recomeço,e que vc também considera assim.
Quero tanto.

Mas hoje não consigo parar de pensar em tudo isso.
Não consigo parar de olhar os detalhes que talvez vc nem se dê conta de que está fazendo: as ações, os fatos, as "não-ações", as palavras que parecem propositadamente colocadas para que nada seja notado, o que não é mais feito claramente como antes(não porque não aconteça mais, mas apenas para que eu não veja, não saiba, não tenha como confrontar), o que não se quer revelar, o que ainda acontece, apesar de tudo, quando eu não estou presente.

Hoje só fico pensando que se eu desistir de acreditar, se eu decidir buscar provas para aquilo que eu não quero aceitar, se eu revirar o passado e chegar ao presente ainda com restos dele pulsando vivos, se eu não aceitar mais passivamente, eu vou jogar tudo que de bom tem me acontecido pro alto, e vou me tornar novamente alguém muito, muito ruim. Pior até. Porque vou ter visto que ser bom não vale, principalmente se já tiver errado no passado, já que isto sempre vai ser usado contra mim.


E porque eu não sabia mais o que fazer, e não queria voltar a chorar, decidi despejar as palavras no dia escuro que se forma lá fora, para quem sabe, a chuva abrandar a dor...

Bjs
Mima D.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Com o ano começando... nunca fui forte.

Deixa passar.
Tomei decisões, em meio a uma solidão involuntária.
Decidi deixar de ser quem eu era, de insistir em não mudar, decidi baixar a guarda.

Baixar a guarda é permitir que qualquer tapa, por mais leve que possa ser, cause efeitos devastadores, já que as grandes surras também doeram, mas a guarda permitia que a dor fosse assimilada e revertida em força para me defender.
Nunca fui forte, mas as aparências diziam o oposto. Sempre estive ali presente, dando apoio, suportando, incentivando, mostrando o caminho, muitas vezes brigando, reclamando e discutindo, mas sempre querendo que o pior não acontecesse.

Depois de tanta mágoa acumulada, de tanto ouvir que eu não mudo, que sou teimosa, que tenho o gênio difícil, que não sei conversar, baixei a guarda.
Pedi a Deusa que me desse força pra não morrer em mim a guerreira, a batalhadora, a poderosa. Pedi a ela que fizesse adormecer em mim essa mulher que durante anos eu reconheci como sendo eu mesma, e quem sempre esteve comigo nas maiores batalhas.
Implorei a ela não me abandonar, mas também não se aproximar até que eu chegasse no lugar onde eu precisava ir.

Sabia que em meio ao caminho teria que enfrentar meus medos, minhas dores. Que iria ser surrada diariamente e não poderia revidar. Que meu consolo seriam minhas lágrimas e que só elas lavariam meu coração e minhas feridas.
Tudo isso valeria a pena se eu soubesse que de fato vai mudar o rumo de uma história que há tempos não tem sido escrita certa. Mas nos últimos dias eu tenho a sensação de que não vai ser assim.
Mais difícil ainda é ver que se antes eu caminhava sozinha porque afastava as pessoas, agora caminho sozinha porque não há pessoas dispostas a estarem ao meu lado, e então a dor das surras e a falta de quem me ponha de pé ainda é maior.

Se eu sei que mereço tudo isso e ainda mais? Sei. Consciente estou disso. Sei que causei muita dor, desapontamentos, decepções e mágoas. Sei que fiz chorar, e fiz sentirem raiva e ódio de mim. Sei que fui displicente com quem me queria bem. Sei que me protegi em excesso a ponto de atacar até mesmo quem não precisava em determinados momentos.
E hoje pago um alto preço por isso.

Se vou continuar? Vou. O ciclo não tem como ser interrompido. Mas me reconheço pateticamente frágil, ridiculamente fraca. Aberta a tudo que de mal me atinja, me fira, me magoe, me destrua.
Só me questiono se ao final, vai ter algum propósito. Se desconstruir quem eu era vai fazer de mim alguém melhor, e se esse outro eu vai ser digno de ser amado, admirado, respeitado, querido.
Porque hoje, tudo que percebo é que estou mais sozinha do que nunca. E essa, é a maior das minhas dores.

Bjs
Mima D.

"Eu trabalhei um bocado, ainda não deu resultado, eu sei. Eu não sei bem se está perto, mas se a vida dá certo, foi de tanto tentar. 
E você que chora, implora pra tudo mudar, temendo a derrota e as noites viradas pra um dia alcançar, a hora é agora, cuidado que o tempo não vai te esperar: 
Enxugue esse rosto, levante a cabeça e volte a lutar." (um dia quero poder cantar isso, e viver isso novamente...)


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Ao final, tudo dá certo (pelo menos para os outros...)

Algo que eu não queria, sinceramente, finalmente vai tomando corpo.
Mas é uma daquelas situações em que ou é isso, ou é algo pior, no sentido de criar uma imensa mágoa que jamais terá fim.
E assim vai ser.
Outubro negro, nublado, desconfortávelmente irrespirável.
Com os mesmos erros, as mesmas dores, o mesmo incômodo, a mesma sensação de não ter a certeza que a melhor decisão está sendo tomada.
A insegurança. A dor. O medo. A tristeza. Tudo misturado e aquecido pela falta de horizonte. Pelos apoios errados, pela agonia.

Me convenço, aos poucos, que o final deve ser sempre a melhor parte das coisas da minha vida. Quando tudo acaba, quando tudo se ajusta, quando as pessoas ficam bem, quando eu aceito ser errada, quando me convenço que falhei uma vez mais.
Os finais na minha vida servem pra isso, pra por o dedo onde mais dói e dizer: é assim que sempre vai ser, você jamais vai merecer o melhor, por sua incompetência, incapacidade, inflexibilidade, intolerância. Fracassada. Incapaz. Difícil.
Mas o final é redentor. Ao menos para os outros, que finalmente se libertam da danosa convivência comigo...

E se não for, assim será.
Novamente ocupando o corpo ao extremo para poder aguentar o vazio na alma.
Bjs

Mima D.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Morte lenta no abismo


Quando muito próximo do abismo, pular é quase uma constante.
No fundo, muito no fundo, eu já sabia que meu destino era saltar.
Sem asas, sem paraquedas, direto para o nada.
Só não acreditava que seria num dia como o de hoje, comum, numa manhã com outra qualquer.
Mas foi.
E eu sabia quais seriam as consequências de uma queda destas: dor, cortes, fraturas, sangue exposto, uma massa compacta de um nada disforme.
E a morte, que chega para aliviar o sofrimento.
Eu me aproximei do abismo e saltei.

E aceitei o meu destino.

(Mima D. 01/06/12)


quinta-feira, 17 de maio de 2012

Reflexos


Alguma vez você realmente prestou atenção naquilo que me faz sorrir?

Observou aquilo que me dá alegria verdadeira, que me dá tanto prazer em fazer que abro mão daquilo que de mais valor tenho, que é meu tempo, para poder fazer?

Já conseguiu, em algum momento, ver em meus olhos um brilho tão intenso que só consigo quando realizo algo que quero muito, e que achava que não conseguiria, que não seria capaz?

Então não julgue meu mau humor, minha tristeza, meu olhar pesado, meu rosto cansado. Se não consegue (ou não se importa em) ver o que pra mim é o significado real das palavras FELICIDADE, REALIZAÇÃO, PRAZER, não saia por aí dizendo que sou uma pessoa ruim, que nunca está de bem com a vida, que é difícil de lidar, que não sabe conversar, que não se abre pra ninguém, porque não é verdade mesmo.

SOU O REFLEXO DAQUILO QUE RECEBO.

Bjs

terça-feira, 8 de maio de 2012

Quanto maior a expectativa, maior a decepção.


Tem dias que eu penso que eu espero demais, de todo mundo...
E estou sempre quebrando minha cara, sempre me decepcionando.
Sempre... eu espero as coisas mínimas, os gestos, as surpresas que eu sempre sou capaz de fazer pelo outro e isso nunca vem pra mim.
E vou me iludindo achando que um dia vai acontecer.
Mas só serve pra me convencer que eu não valho tanto assim pras pessoas se importarem, ou que seja, pra fazerem por mim, me surpreenderem, me encantarem...
Vida que segue.
Um dia eu aprendo.
Bjs

sábado, 28 de abril de 2012

O que jamais passa por si só...

Esta noite eu tive um sonho, com alguém que entrou na minha vida e me mostrou o lado mais leve dela.
E o sonho foi bom, porque nele ele me contava sobre a felicidade de estar bem, de estar com alguém que fazia seus dias melhores, que tinha um sorriso que o encantava, que fazia os dias dele mais iluminados.
E eu fiquei feliz por ele. Muito. E por ela também, que foi um presente da Deusa na minha vida. Alguém tão parecida comigo, tão de gênio forte e atitudes sinceras quanto eu.
Fiquei feliz porque se antes o relacionamento deles era um motivo para me afastar de ambos, hoje, depois de tudo que vivemos em um único mês, a maturidade dele, o sorriso dela e a felicidade de ambos são o que mais me importam neste mundo.
Esse sonho me fez acordar com a sensação de que algo de bom realmente está reservado para os dois e que eles só precisam daquela dose a mais de paciência um com o outro pra fazer tudo dar certo...
(Momento sincero, honesto, mais que verdadeiro...)

Mas ao mesmo tempo esse sonho me fez chorar.
Não por eles, mas por mim mesma.
Por pensar que já faz muito tempo que não tenho ao meu lado alguém que demonstre se importar tanto com isso, que consiga ver minhas qualidades, que queira me conquistar dia após dia, que tenha medo de me perder.
Eu me vejo sempre cercada de pessoas, ajudando, fazendo com que elas fiquem bem, busquem o melhor, que sejam felizes, que sorriam, que encontrem alguém que lhes queira bem.
Sou companhia nos momentos de solidão, de desabafo, quando acham que o mundo está contra elas, ou quando já não tem mais esperanças que as façam continuar.
Sou aquela que não as deixa desistir jamais, porque sabe que tudo nesta vida sempre tem uma razão de ser, sempre tem um motivo mais forte, sempre merece uma segunda chance.
E ao mesmo tempo, quando fico sozinha, percebo que eu posso ser tudo isso, mas que estou exatamente assim: sozinha. Que as pessoas que poderiam, ou deveriam estar ao meu lado, me fazendo sentir tão especial, quanto eu faço por elas, que deveriam me ajudar a não cair, a não sucumbir nos piores momentos, simplesmente não estão.
Porque me faz ver que eu devo ser uma boa pessoa, mas não uma pessoa merecedora de alguém que goste de mim incondicionalmente, que me conquiste, que sinta a minha falta.
Meu jeito de ser que afasta os outros? Talvez. Mas se as afasta, então porque eu sou querida quando tenho a oferecer a palavra ou o carinho que dá a elas a paz, a coragem ou a alegria que elas tanto precisam?
Este sonho hoje me fez refletir sobre algo que já venho pensando ultimamente.
Que o anel errado tem permanecido por tempo demais no meu dedo.
Que tenho ido contra a minha natureza, e que tenho acreditado que o amor existe para mim, e que dele virá minha felicidade.
Meu destino não é esperar por isso.
Não é acreditar que um dia alguém vai saber respeitar minhas dificuldades, minhas limitações, meus desejos, minhas vontades, e que ainda assim vai me amar, vai sentir minha falta, vai me querer apesar de tudo.
Essa pessoa não existe para mim, não pelo menos nessa vida.
Que eu siga meu caminho buscando o poder pelo prazer, a realização pelas conquistas e a felicidade pelo mérito de ajudar as pessoas a se encontrarem.
Que eu não insista na dor da espera, no sofrimento da solidão, na angústia do desprezo, no remorso do abandono.
Que eu saiba viver sem esperas, apesar de sozinha, sem abandono, apesar do desprezo.

E acima de tudo, que eu me convença da minha missão, do meu destino, do meu caminho.

(Momento Lirith, de muita, muita dor por saber que nunca, nada será pra mim. Que apesar de tudo que faço, sempre vou ser boa, mas não boa o suficiente pra merecer ser feliz.)

Constantemente abrindo mão dos meus sonhos pra que todos fiquem bem.
Deixando de lado o que me permite estar viva pra que ninguém precise sofrer.
Me antecipando a "não-infelicidade" alheia às custas da minha dor presente.
É o anel de Mártir que não sai do dedo mesmo...
E o da Bruxa fica jogado no canto, esperando que um dia eu pare de ir contra minha natureza e aceite que ele é o único que não me machuca...
(Inspirada sempre por P.C., enlouquecendo por dentro...)

”Talvez eu até esteja errada, mas que se dane. Se uma pessoa não tem paciência nem pra conquistar minha confiança e afastar meus medos, o que eu posso esperar então? Sou quebra-cabeça de 500 mil peças, quem não tiver capacidade, tenta um jogo mais fácil. Eu supero e agradeço.”
(Tati Bernardi)

"Não vou mais ficar parada aqui, deixando a vida passar sem fazer nada. Não vou ficar me lamentando por coisas que não deram certo. Não adianta ficar chorando por pessoas que passaram e não ficaram. Esta na hora de dar um novo rumo, viver novas histórias, conhecer novas pessoas. E eu estou disposta a isso."

Bjs

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Por que, para que, para quem?

De que adiantam conquistas, vitórias, alegrias se não há com quem dividi-las?
Pra que ser feliz, se ao final o erro é meu por estar assim?
Pra que honestidade, se o que vale mesmo para o mundo é o sorriso no rosto, a vidinha mais ou menos, a sociabilidade com estranhos?
Altos, baixos, altos, mais baixos ainda... Quanto maior a altura, maior a queda. Quanto maior a felicidade, maior é o fundo do poço.
Vai passar, porque sempre passa, não é mesmo?
Me afastar, me encolher, me esconder em mim mesma já não tem resolvido.
A vontade é de continuar fazendo o que me dá prazer, o que me deixa bem, o que me faz sorrir.
Mas isto significa aceitar que podem existir mentiras, mágoas, desonestidade nas relações, interesses e não sinceridade.
Me faz mal pensar assim. Me arrebenta por dentro saber que não há verdade nos sorrisos, nem nas palavras.
E daí o caminho se divide. E eu paro na divisão. Indecisa, assustada, sozinha.
Me imobilizo, me detenho, não sigo adiante.
"Começar o dia amando mais a mim mesma. Eu quero ser feliz agora."
Por que é tão difícil? Para quem eu continuo mentindo além de mim mesma? E para que as mentiras se, ao final, eu nunca consigo estar certa, o importante é mesmo sorrir e usar a máscara da "pessoa que está bem".
Falta pouco menos de um mês para um aniversário que eu quero muito comemorar, como eu quis o do ano passado e não o fiz. Mas este ano precisa ser diferente. Será diferente.
Encerrar ciclos. Etapas. fases.
Deixar pra trás o que me faz mal, seguir pelo caminho do que me faz bem.
VIVER não para os outros, mas para mim mesma.
Tentando repetir que Lirith é quem deve me governar a partir de 03/05/2012. Que dela virá toda força que ainda não tenho para ser aquilo que posso ser.
Nunca os dias foram tão difíceis de sobreviver. E nunca estive tão perto de me abandonar.
Bjs


quarta-feira, 4 de abril de 2012

Errar é humano. Persistir no erro...

E... as pessoas enganam a gente uma vez.  Na segunda nós que nos enganamos

Fazem a gente acreditar na mentira que contam como se fosse uma verdade sem questionamento. 
Nos fazem acreditar que realmente temos um "quê" de especial na vida delas. 
E um belo dia a máscara cai e vemos que a conversa é a mesma pra qualquer um, desde que atenda as necessidades dela. 
Daí recuamos e juramos não acreditar mais em mentiras como estas. Nem desta pessoa, nem de nenhuma outra, porque nos enganaram. 
Só que não conseguimos, e então passamos nós mesmos a nos enganar, fingindo que com outra pessoa não é a mesma coisa, que ela está sendo sincera... E claro que isto não dá bom resultado... Nunca dá.

Definitivamente eu não entendo o comportamento humano. Pra que certas atitudes em situações em que se tudo quando tudo parecia estar bem? Quando a vida nos dava a oportunidade de criar amizades divertidas, sem o compromisso formal das mentiras societárias? Por que dizer que um sorriso lhe encanta o dia e é especial demais quando na verdade é capaz de repetir essa mentira a todas as pessoas que lhe forem convenientes?

Enfim... Cada um colhe aquilo que planta. 
Não dá pra pensar que plantando erva daninha vamos colher rosas, como também semeando mentiras dê pra colher sorrisos.

Desapontamento em grau alto...
Mas é isso aí que faz a gente aprender. E crescer. E não repetir o mesmo erro.

Bjs

(Daniiii, Flor, Viih...Eu quero tanto aquele encontro pra desmontar as barreiras físicas que nos separam. Tomar um café com vocês e sentir que a vida me dá sempre o presente de ter almas boas ao meu lado que jamais vão me deixar cair no abismo...)

segunda-feira, 5 de março de 2012

Males

Meu grande mal é guardar as coisas dentro de mim.
Remoer, conservar, nutrir, acalentar.
Tanto as boas quanto as ruins.
As boas muitas vezes me confortam, me dão esperança, me fortificam, porém as ruins, como hoje, brotam com espinhos que rasgam o peito e ferem até mesmo os sentimentos mais resistentes.
E envenenam, apodrecem, mancham e sufocam todo o resto.
Por mais que eu continue na luta diária de buscar a paz, interna e externa, as coisas ruins tomam proporções gigantescas, as palavras ditas e ouvidas sacrificam toda tentativa de não deixar a tristeza tomar conta do peito.
Melhor são aquelas pessoas que explodem, que brigam na hora da raiva, que choram, mas que depois arrefecem e acalmam os dois lados.
Eu não aprendi a ser assim. Aprendi a vida inteira que o bom era ser centrada, não brigar, não chorar, não demonstrar o que incomodava. Mas chegou o momento em que que a represa não aguentou, inundando o mundo a minha volta com dores, mágoas e lágrimas contidas por anos, me causando doenças e males que não consigo curar de vez.
E ainda faço pequenos reservatórios, que não suportam tanto quanto a represa, e volta e meia deixam vazar.
Querer o bem dos outros, o melhor, o que os fará crescer, e ter que ouvir que eu quero que sejam iguais a mim, que não sei falar, só reclamar, que se as pessoas não fazem como eu acho que é certo eu não fico satisfeita, tudo isso machuca e eu aguento.
É assim que tenho vivido.
Mas quando o reservatório transborda, as pessoas não aceitam.
E é neste momento que eu me encontro. E está doendo muito. Muito mesmo.
Bjs

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Das dores que sempre voltam

Abrindo um parênteses... O post hoje tem dois tons: um mais acinzentado, escuro, beirando o depressivo, e outro mais alegre, mais leve, pra não dizer que não falei de flores.
Mas o incômodo é grande com as coisas que não consigo resolver, então me perdoem as mágoas, elas necessitam ser destiladas...

A parte escura do post:

Ignorante. Difícil de lidar. Alguém que não conversa. Mal humorada. Grossa. Impaciente.
São tantas coisas ruins que falam que acabo acreditando. Com ele não tem sido difrente.
Eu vejo a vida dos outros andando e ele continua parado.
Muito por culpa minha que insisto em tomar a frente das coisas para que não deem errado e acabo não permitindo que ele aprenda. Mas ele també não se esforça pra isso.
Ele se acomodou, porque certamente é confortavel casa, comida, roupa, contas pagas, mulher, e muito pouca preocupação, ainda que a mulher esteja sempre enchendo ou controlando, dá pra aguentar.
E eu me culpo porque não dou a atenção, porque cobro demais, porque exijo que ele corra atrás, que batalhe, que me ajude, porque eu busco minha felicidade em coisas que não o incluem.
E não devia, porque qualquer um consegue enxergar que eu aguento muito mais do que devia, por tudo que eu passo.
Mas apesar de tudo eu ainda quero o bem dele. Ainda gosto da companhia, do carinho, só que não mais como antes.
Não há esforço pra me mostrar o porque eu devo continuar ao lado dele, não há esforço pra me fazer acreditar que ainda seremos felizes. Nem sei se algum dia de fato houve esse esforço, ou se sou eu que sempre insisti para que ele me fizesse acreditar nisso.
E durante estes oito anos eu passei por cima de muita coisa, me enganei acreditando que iria mudar, mesmo sabendo que de fato em alguns aspectos ele mudou, mas se comparado a tantos outros, não passa nem perto do que  poderia ser.
Me arrependo de assumir tudo. Me arrependo de buscar a felicidade fora. Me arrependo de continuar investindo em algo que não vejo futuro, pelo menos pra mim. Me arrependo de nunca tê-lo feito ver que a vida é dura lá fora, longe da minha proteção, e que ele não cresceu porque eu sempre o guardei das maiores decepções.
Ninguém passaria pelo que estou passando e continuaria ao lado dele. Tem momentos em que penso que devo ser muito idiota mesmo pra continuar suportando certas situações e acreditando que não sou merecedora de mais. Porém a vida toda eu acreditei que era pouco, que sempre devia ser mais porque nunca sou suficiente pra ninguém.
É uma estorinha que me repetiram ao longo destes 35 anos.
Com tanta gente dizendo que eu estou errada, um dia isso se guarda dentro de mim pra nunca mais sair. Por enquanto eu ainda tenho dúvidas. Eu ainda acho que não sou assim, e que tenho minhas qualidades.
Mas o dia em que eu tiver certeza, e não pairar sobre mim a sombra do descrédito, não creio que terá volta, e serei realmente esse alguém que não merece a companhia alheia, porque sou muito pouco e não valo a pena.


.....................



A parte mais leve do post:

A Flor, a Viih e a Daniii me acompanham no facebook, e volta e meia sabem das novidades. Inclusive foram elas que botaram muita pilha pra eu voltar a escrever. E a Lilly ama a dança tanto quanto eu. Então é pra elas este pedacinho do post, com os vídeos das apresentações no Espaço de Dança Cristiano Pereira, que me encheram de orgulho no final do ano passado, e que me fizeram sentir capaz de novo.
Foi um mês inteiro de muitos ensaios, de stress, de feriados na academia, mas também de muita diversão, e com a certeza de que se tiverem outros, e for convidada, estarei lá.
Feliz por saber que se eu quero, eu posso, eu consigo. Sempre.

O samba, destaque total na coreografia... E a vergonha a mil!!! (isso é problema dela...)

O soltinho, vesti azuuuuuul minha sorte então mudooooouuuu...

E o bolero, minha paixão sempre... Delírio....


Bjs






quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Florbela Espanca

A Flor de Lótus postou, e eu precisei colocar aqui, para completar o post de ontem.
A dor é grande. Muito. Intensa.

"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê!"

Florbela Espanca

Bjs

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Perfeição

Esta tem sido a palavra na minha cabeça: Perfeição. Você tem que ser perfeita, porque menos do que isso, as pessoas simplesmente não admitem, ainda que digam o contrário.

E então me consumo em lágrimas, como ontem, porque em alguns momentos ser perfeita para alguém significa agir dentro do que este alguém considera correto, adequado, bom para esta pessoa. E se eu quero estar ao seu lado, para não magoá-lo devo agir assim e viver como manda o figurino, para não ser chamada de egoísta, hipócrita, mentirosa ou aquela que não é capaz mudar pelo bem estar de ambos.

Mas ao menos escrever e ouvir música são coisas que aliviam a opressão e a dor que me arrebenta o peito e escorre pelos olhos que hoje ainda não conseguiram manter-se secos.

A frase chegou por e-mail, como uma inspiração: “A pessoa perfeita não é a que não tem defeitos, mas sim, aquela que sabe conviver com os próprios defeitos, e os de seus semelhantes"

E a música tem me acompanhado nos últimos dias, como um disco arranhado que insiste em tocar sempre a mesma faixa em modo forever repeat.

So complicated
Look how we are making
Filled with so much hatred
Such a tied game
It's enough, I've done all I can think of
I've chased down all my demons
I see you do the same
Oooh oooooh

Pretty pretty please don't you ever ever feel
Like you're less than fucking perfect
Pretty pretty please if you ever ever feel
Like you're nothing you're fucking perfect, to me

The whole world is scared so I swallow the fear
The only thing I should be drinking is an ice cold beer
So cool in lying and we tried tried tried
But we try too hard, it's a waste of my time
Done looking for the critics, cuz they're everywhere
They don't like my genes, they don't get my hair
Stringe ourselves and we do it all the time
Why do we do that?
Why do I do that?
Why do I do that?
Yeah
Ooooh
Ooh, pretty pretty pretty

Pretty pretty please don't you ever ever feel
Like you're less than fucking perfect
Pretty pretty please if you ever ever feel
Like you're nothing you're fucking perfect, to me
You're perfect
You're perfect

Pretty pretty please if you ever ever feel like you're nothing
You're fucking perfect, to me

(Vagalume)

Bjs