De tudo que eu não gostaria jamais de acreditar é que as coisas, e sobretudo as pessoas, não valem mais a pena.
Mas hoje, entregue a um sentimento misto de tristeza, desânimo, raiva de mim mesma, mágoa, enfim, nada realmente bom, percebo que não há muito motivo pra continuar lutando pra manter o sorriso no rosto, a cabeça erguida e a vontade de dar um passo a mais à frente.
O tempo não parou em meio à tempestade. Permaneço fisicamente viva, mas aos poucos percebo que estou matando minha alma.
Muita coisa deveria ter sido feita nesta 'gestação' para que o parto daqui a 32 dias pudesse ser tranquilo. Mas não foi o que aconteceu. Claro que muita coisa mudou, melhorei bastante em alguns aspectos, tive momentos plenamente felizes, me senti de fato especial nestes momentos.
No entanto aquilo que me desmotiva, que me machuca por dentro e do qual não consigo me desvencilhar, ainda me fere. Não me sinto forte o suficiente para deixar ir, pra abandonar e sofrer tudo de uma vez. Fico sofrendo aos poucos, como um veneno que vai sendo tomado em doses homeopáticas para que lá na frente não se tenha certeza de que ele foi a causa mortis.
Vou tocando a vida com lapsos de alegria:
Participei de uma caminhada, apenas uma semana depois de ter virado uma noite muito, muito mal, baixado hospital com dengue hemorrágica e plaquetas em 64mil.
Fui tratada super carinhosamente por pessoas que eu nem achava que me dariam tanta atenção. Me disseram coisas que fizeram meu dia. Demonstraram que eu faço falta, que sou notada, que sou especial.
Fiz minha mãe me ver como alguém diferente, que sabe sorrir, e que gosta de ter a companhia das pessoas.
Só que apesar de tudo isso, a tristeza não vai embora.
Abandonei a academia faz mais de dois meses. A natação, a corrida, a musculação. Tudo que sempre me fez bem e que eu nunca reclamei de acordar as 4.45 da manhã para poder fazer.
Apesar da promessa de cuidar de mim, não faço nada que me faça bem: os cremes do rosto e do corpo não saem das prateleiras. Os médicos não são marcados. A dieta foi deixada de lado.
Eu já não tento salvar um relacionamento que tem me feito bem em alguns momentos mas que ao mesmo tempo é uma das causas da minha tristeza.
Não tenho acertado nada.
Então, pra evitar que a vida aqui neste espaço se torne uma sucessão de reclamações, de lamentações, de choros incontidos, eu estou desistindo. Se não de mim, pelo menos de colocar pra fora o que está me consumindo.
Porque talvez fazendo isso, mate de uma vez esta alma que sonha com dias melhores e com a possibilidade de ser feliz, e eu volte a ser alguém prática, sem grandes pretensões, e de acordo com o manual de bom comportamento ao qual todos estamos sujeitos quando queremos ser aceitos.
O tom de hoje é estranho. Amargo. Molhado demais pelas lágrimas que não param de escorrer.
Para quem se acostumou àquela Mima que apesar de tudo ainda nutre alguma esperança de dias melhores, mil desculpas. Ela parece ter pedido demissão, sem possibilidade de negociação.
Talvez, se neste mês que ainda falta para o 'parto' ela enxergar que ainda há um fio de esperança em dias menos densos, que a luz ainda existe independente do céu escuro que se encontra diante dela, talvez, e somente talvez, ela decida voltar.
Até lá, não vale mais a pena continuar aqui. Eu desisto.
(... Adele tem sido a trilha sonora. Agora não me sai da cabeça.)
Turning Tables Adele
Close enough to start a war,
All that I have is on the floor,
God only knows what we're fighting for,
All that I say, you always say more,
I can't keep up with your turning tables,
Under your thumb, I can't breathe,
So I won't let you close enough to hurt me,
No, I won't ask, you to just desert me,
I cant give you what you think you gave me,
It's time to say goodbye to turning tables,
To turning tables,
Under hardest guise I see, ooh,
Where love is lost, your ghost is found,
I braved a hundred storms to leave you,
As hard as you try, no, I will never be knocked down,
I can't keep up with your turning tables,
Under your thumb, I can't breathe,
So I won't let you close enough to hurt me,
No, I won't ask, you to just desert me,
I cant give you what you think you gave me,
It's time to say goodbye to turning tables,
Turning tables,
Next time I'll be braver,
I'll be my own savior,
When the thunder calls for me,
Next time I'll be braver,
I'll be my own savior,
Standing on my own two feet,
I won't let you close enough to hurt me,
No, I won't ask, you to just desert me,
I can't give you what you think you gave me,
It's time to say goodbye to turning tables,
To turning tables,
Turning tables, yeah,
Turning, oh.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Muita coisa, pouco tempo, vontade mais ou menos
O caos não termina.
Vontade de escrever e mostrar o que está acontecendo, até existe.
As coisas se sucedem aos montes, sem que às vezes eu consiga sequer digeri-las.
E administrar meu tempo não tem sido algo que eu tenha conseguido.
Mas sou brasileira. Não desisto nunca. (?)
Vou voltar. Com fotos, histórias, resumos dos fatos, tudo que eu puder pra colocar isso pra fora e exorcizar meus demônios.
A todas que continuam passando por aqui, torcendo por mim, me suportando, me ajudando de todos os modos, OBRIGADA!
Bjs
terça-feira, 28 de junho de 2011
Amigos e textos que ajudam
Este vai ser uma cópia do blog da Lilly, mas sei que ela entenderá e não me recriminará por isso.
Em breve, breve mesmo, volto a escrever aqui com a vontade de sempre.
Porque o começo é algo difícil, e o recomeço não é diferente.
Mas sempre há alguém pra nos ajudar a "começar o começo".
Bjs
“PAI, COMEÇA O COMEÇO!”
Quando eu era criança e pegava uma tangerina para descascar, corria para meu pai e pedia: - “pai, começa o começo!”.
O que eu queria era que ele fizesse o primeiro rasgo na casca, o mais difícil e resistente para as minhas pequenas mãos.
Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando toda a fruta para mim. Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca a partir daquele primeiro rasgo providencial que ele havia feito.
Meu pai faleceu há muito tempo (e há anos, muitos, aliás) não sou mais criança.
Mesmo assim, sinto grande desejo de tê-lo ainda ao meu lado para, pelo menos, “começar o começo” de tantas cascas duras que encontro pelo caminho.
Hoje, minhas “tangerinas” são outras.
Preciso “descascar” as dificuldades do trabalho, os obstáculos dos relacionamentos com amigos, os problemas no núcleo familiar, o esforço diário que é a construção do casamento, os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte de viabilizar filhos realizados e felizes, ou então, o enfrentamento sempre tão difícil de doenças,
perdas, traumas, separações, mortes, dificuldades financeiras e, até mesmo, as dúvidas e conflitos que nos afligem diante de decisões e desafios.
Em certas ocasiões, minhas tangerinas transformam-se em enormes abacaxis......
Lembro-me, então, que a segurança de ser atendido pelo papai quando lhe pedia para “começar o começo” era o que me dava a certeza que conseguiria chegar até ao último pedacinho da casca e saborear a fruta.
O carinho e a atenção que eu recebia do meu pai me levaram a pedir ajuda a Deus, meu Pai do Céu, que nunca morre e sempre está ao meu lado.
Meu pai terreno me ensinou que Deus, o Pai do Céu, é eterno e que Seu amor é a garantia das nossas vitórias.
Quando a vida parecer muito grossa e difícil, como a casca de uma tangerina para as mãos frágeis de uma criança, lembre-se de pedir a Deus:
“Pai, começa o começo!”.
Ele não só “começará o começo”, mas resolverá toda a situação para você.
Não sei que tipo de dificuldade eu e você encontraremos pela frente. Sei apenas que vou me garantir no Amor Eterno de Deus para pedir, sempre que for preciso:
“Pai, começa o começo!”.
Aqui o PS da Lilly, que eu também reproduzo pra todos:
ps: acho que a pessoa que precisa da ajuda tem que ter a humildade de pedi-la.
porque às vezes até queremos" começar o começo" para alguem, mas esta ajuda é recusada.
e ficamos alí, vendo aquela pessoa fazer do jeito errado...mas já que ela não quer ajuda...
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Perfeição
Esta tem sido a palavra na minha cabeça: Perfeição. Você tem que ser perfeita, porque menos do que isso, as pessoas simplesmente não admitem, ainda que digam o contrário.
E então me consumo em lágrimas, como ontem, porque em alguns momentos ser perfeita para alguém significa agir dentro do que este alguém considera correto, adequado, bom para esta pessoa. E se eu quero estar ao seu lado, para não magoá-lo devo agir assim e viver como manda o figurino, para não ser chamada de egoísta, hipócrita, mentirosa ou aquela que não é capaz mudar pelo bem estar de ambos.
Mas ao menos escrever e ouvir música são coisas que aliviam a opressão e a dor que me arrebenta o peito e escorre pelos olhos que hoje ainda não conseguiram manter-se secos.
A frase chegou por e-mail, como uma inspiração: “A pessoa perfeita não é a que não tem defeitos, mas sim, aquela que sabe conviver com os próprios defeitos, e os de seus semelhantes"
E a música tem me acompanhado nos últimos dias, como um disco arranhado que insiste em tocar sempre a mesma faixa em modo forever repeat.
Fuckin' Perfect(Pink)Made a wrong turn
Once or twice
Dug my way out
Blood and fire
Bad decisions
That's alright
Welcome to my silly life
Mistreated, misplaced, missundaztood
Miss know it, it's all good
It didn't slow me down
Mistaken, always second guessing
Underestimated, look I'm still around
Pretty pretty please don't you ever ever feel
Like you're less than fucking perfect
Pretty pretty please if you ever ever feel
Like you're nothing you're fucking perfect, to me
You're so mean
When you talk, about yourself
You're wrong, change the voices
In your head
Make them like you instead
Once or twice
Dug my way out
Blood and fire
Bad decisions
That's alright
Welcome to my silly life
Mistreated, misplaced, missundaztood
Miss know it, it's all good
It didn't slow me down
Mistaken, always second guessing
Underestimated, look I'm still around
Pretty pretty please don't you ever ever feel
Like you're less than fucking perfect
Pretty pretty please if you ever ever feel
Like you're nothing you're fucking perfect, to me
You're so mean
When you talk, about yourself
You're wrong, change the voices
In your head
Make them like you instead
So complicated
Look how we are making
Filled with so much hatred
Such a tied game
It's enough, I've done all I can think of
I've chased down all my demons
I see you do the same
Oooh oooooh
Pretty pretty please don't you ever ever feel
Like you're less than fucking perfect
Pretty pretty please if you ever ever feel
Like you're nothing you're fucking perfect, to me
The whole world is scared so I swallow the fear
The only thing I should be drinking is an ice cold beer
So cool in lying and we tried tried tried
But we try too hard, it's a waste of my time
Done looking for the critics, cuz they're everywhere
They don't like my genes, they don't get my hair
Stringe ourselves and we do it all the time
Why do we do that?
Why do I do that?
Why do I do that?
Yeah
Ooooh
Ooh, pretty pretty pretty
Pretty pretty please don't you ever ever feel
Like you're less than fucking perfect
Pretty pretty please if you ever ever feel
Like you're nothing you're fucking perfect, to me
You're perfect
You're perfect
Pretty pretty please if you ever ever feel like you're nothing
You're fucking perfect, to me
(Vagalume)
Look how we are making
Filled with so much hatred
Such a tied game
It's enough, I've done all I can think of
I've chased down all my demons
I see you do the same
Oooh oooooh
Pretty pretty please don't you ever ever feel
Like you're less than fucking perfect
Pretty pretty please if you ever ever feel
Like you're nothing you're fucking perfect, to me
The whole world is scared so I swallow the fear
The only thing I should be drinking is an ice cold beer
So cool in lying and we tried tried tried
But we try too hard, it's a waste of my time
Done looking for the critics, cuz they're everywhere
They don't like my genes, they don't get my hair
Stringe ourselves and we do it all the time
Why do we do that?
Why do I do that?
Why do I do that?
Yeah
Ooooh
Ooh, pretty pretty pretty
Pretty pretty please don't you ever ever feel
Like you're less than fucking perfect
Pretty pretty please if you ever ever feel
Like you're nothing you're fucking perfect, to me
You're perfect
You're perfect
Pretty pretty please if you ever ever feel like you're nothing
You're fucking perfect, to me
(Vagalume)
Bjs
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Aos poucos, um pouco mais
Quem disse que problemas são de fácil solução, e que nós é que complicamos tudo, certamente estava a fim de mostrar minha incapacidade de resolver os meus.
O que vale é que nestas horas a amizade, seja de quem está muito perto ou de quem mal me conhece, me mantém suspensa por um fio de esperança, não me deixando cair no abismo a minha frente.
A Lilly, do Isso é coisa de Lilly, me fez um carinho lindo hoje, deixando um comentário no post-desabafo de anteontem.
E eu que li o post dela sobre filhos - saramago - e fiquei com vontade de comentar porque soube semana passada que vou ser tia em dobro (minha irmã aqui no Rio vai ter um menino, o já amado e muito paparicado Arthur, e a que se mudou pra MS contou que está esperando um bebê também), e acredito que esta minha vocação para amar sobrinhos também é um presente divino.
Daí, em meio aos meus momentos de libertação momentânea dos problemas, passei lá no O Divã Dellas e li duas coisas que me encantaram: O Perigo das Conclusões Precipitadas, escrito pela Cinthya, e Mesmo assim, eu vou chegar lá!, da Verônica.
E a Amélie, que agora está no Mil e uma faces (e fases) de Amelie Poulin escrever este post "Se depois de eu morrer (...)" que me deixou sentindo um agradável alívio por achar palavras que estavam perdidas em mim.
Ler estas e outras palavras como as que minha prima me deixou no e-mail hoje e que certamente estarão aqui em breve, me fazem crer que é possível não desistir, apesar de tudo.
Obrigada. Muito obrigada mesmo.
Bjs
Assinar:
Postagens (Atom)


