Mudando pra ser feliz

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

É bom demaaaaais... Muita coisa boa acontecendo!

Faz tanto tempo que não posto e tanta coisa aconteceu meste mês inteiro que estive fora que acho que o post vai ficar E-NOR-ME e se bobear vai até cansar!!

Mas vamos pela ordem inversa das coisas: hoje estou muuuuuuuuuuito feliz comigo mesma!!!
Voltei à aula de dança, conforme tinha prometido e mais uma vez tive a certeza de que AMO MUITO TUDO ISSO!!!Claro que voltei ao básico do básico, ainda estou bem fora do meu corpo ideal pra dançar, mas só de estar ali, sentindo a música e fazendo os passos que parecem morar dentro de mim quando ouço os ritmos já me deram a sensação de bem estar que há muito eu havia esquecido.E como uma criança que ganha um brinquedo novo é que estou me lançando mais uma vez a esta vida... vou começar devagar, duas vezes na semana, mas os planos já estão formigando aqui dentro para voos mais audaciosos.


Minha próxima aquisição, by kerche & kerche

Uma outra coisa boa que aconteceu é que finalmente estou conseguindo levar minha alimentação a sério, e estou cuidando melhor da minha saúde. O diagnóstico médico diz que terei que conviver com certas coisas pela vida afora, então, já que é inevitável, que eu procure ao menos mudar aquilo que me deixou chegar tão perto da beira do abismo.
Tenho ido há mais de 20 dias a academia regularmente, levado almoço e lanches decentes para o trabalho, emagreci um pouco, estabeleci metas práticas x prazos realistas x prêmios por merececimento para minha saúde e estou batalhando por mim mesma, já que se eu não fizer, ninguém fará.



Uma das recompensas pelos objetivos atingidos será passar mais algumas horas quietinha na cadeira do tatuador (by HK9)


E pra coroar as mudanças para melhor, finalmente a partir de hoje consegui a minha redução da jornada de trabalho (claro, isto implica, consequentemente em redução de salário, mas do jeito que eu estava, o salário excelente no fim do mês não adiantava de nada...). Isso veio depois de um momento de profundo desespero, onde eu não encontrava nenhum caminho que pudesse me tirar da mesma beira de abismo que eu estava por causa da saúde.

É um círculo vicioso: trabalho ruim adoece, a doença não me deixa a fim de continuar trabalhando, cada dia que acordava para ir ao trabalho era como se estivesse indo para uma tortura, e aí me tornava cada vez mais e mais amarga e doente, e por aí estava indo minha vida.
Demorou para que eu decidisse exercitar um dos melhores dons que minha Deusa me ofertou e colocasse no papel tudo que estava me fazendo adoecer e como eu gostaria que a situação mudasse, dentro da realidade minha e do escritório.

Não vou dizer que agora eu trabalho no melhor lugar do mundo e que os problemas simplesmente desapareceram, mas a verdade é que eu tirei um imenso peso das costas e me sinto menos sobrecarregada e culpada em não fazer de tudo muito para as coisas não darem errado.
Festa de aniversário do Gabriel, NO TRABALHO! Ele é o funcionário mais alegre e alto astral que já passou pelo escritório: não tem um dia que não chegue sorrindo, dando bom dia pra todo mundo, cantando. Até meu pai se rendeu ao jeito dele, e olha que isso é raro no ambiente de trabalho...


E vamos combinar que algumas horas a menos farão toda diferença para conseguir tempo e me dedicar aos estudos (lembra o alemão, os concursos, o inglês, o espanhol, a engenharia elétrica e por aí vai??), e pra provar que o negócio é sério, até uma escala de atividades diárias eu montei para garantir que vou efetivar as mudanças planejadas.


Além disso mais algumas coisas aconteceram e ainda vão acontecer, não com menos importância, mas que merecerão mais destaque um pouco mais a frente, tais como o replanejamento das minhas aulas voluntárias aos sábados (devo assumir a coordenação do nosso curso junto à professora adjunta do CCS UFRJ e vamos conseguir bem mais infraestrutura e apoio para os alunos), há pelo menos a expectativa de três encontros entre grupos diferentes de antigos amigos (da faculdade, das aulas de conversação e do curso de formação de professores) e quem sabe eu ainda consiga sacudir outros, de outros grupos, para viabilizar mais encontros, estou dando aulas particulares de inglês (exercitando um lado desconhecido meu). E isso são só algumas das coisas...

E claro, tem os detalhes da casa, que por sinal são tantos que às vezes nem sei por onde começar.

Estou pensando em seguir a ordem: comprar guarda roupas novo, tirar as roupas do armário do escritório, chamar um marceneiro para ver se é possível fazer um lugar para o micro DENTRO deste armário, aproveitar a visita do marceneiro e pedir para ele eliminar um dos armários planejados da cozinha e mudar a geladeira de lugar, por o fogão onde hoje está a geladeira, voltar com o botijão de gás para baixo da pia e ganhar mais espaço para a lavanderia, vender a escrivaninha do micro se conseguir montar dentro do armário, comprar estante em nichos para os livros e por tudo no escritório, esvaziando as estantes da sala e vendendo depois, e aí comprar uma TV de 32" pra sala, colocar num rack arrumadinho, e aí estaria tudo mais ou menos ao meu gosto... :)

Exigente? Um pouco, mas já que é pra sonhar, façamos a coisa certa!!!

Vou terminando por aqui, afinal é assim mesmo, ficar tanto tempo sem escrever faz de mim uma locomotiva desgovernada até que tudo volte ao normal... ainda tem muito assunto, mas vou guardando para um próximo post!

Bjs

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Missão cumprida

Nem eu imaginava que esta seria tão rápida, mas foi. Ontem mesmo comprei o livro novo do Paulo Coelho, "O Aleph", e praticamente devorei as páginas. Ao final do dia, acabei com ele e fiquei realmente com a sensação de missão cumprida.

Ok, ok... férias, muito tempo de espera no consultório médico e nos lugares que fui pra resolver umas pendências, idas e vindas de ônibus sentadinha e com muito trânsito, tudo isso ajudou e muito, mas o que de verdade me fez terminar a leitura foram as palavras e a história que parecem, como todo livro que leio dele, escritas pra mim.

Estava com saudades de ser envolvida por essa sensação, e posso dizer, me senti viva de novo, fazendo o que eu mais gosto. Marquei diversas partes do livro, pra que toda vez que eu pegue nele, possa me guiar até elas e relembrar do que não devo esquecer, e uma delas acho que vale a pena transcrever aqui:"- Mas nesse momento existe uma série de coisas que preciso resolver. - Essas coisas estão naquilo que você chama de "passado" e aguardam uma decisão naquilo que você chama de "futuro" - digo - Elas entorpecem, poluem e não deixam que entenda o presente. Trabalhar apenas com a experiência é repetir soluções velhas para problemas novos. Conheço muitas pessoas que só conseguem ter uma identidade própria quando falam de seus problemas. Assim elas existem: porquê têm problemas que estão ligados ao que julgam ser "sua história"."

E pra provar que não foi só meu mundo interior que passou por mudanças, na segunda feira dei uma geral nas roupas e sapatos do armário e despachei sem dó pelo menos cinco sacos de coisas que eu ficava guardando para "um dia usar". Não adianta que eu não ia usar mesmo, então, dei logo de uma vez. E abri espaço para o novo, que eu quero tanto, entrar na minha vida. Ainda falta um bocado de coisa pra organizar e limpar em casa, e apesar da imensa falta de disposição que me acomete, vou terminar o que for necessário e não deixar acumular nada, mesmo quando voltar ao trabalho.

Ah, aproveitei também a ida ao Centro pra comprar além do livro, mais uns adesivos pra colocar pela casa e uma jardineira para mudar minha pimenteira de lugar e dar mais espaço pra ela se expandir.

E invadida por essa coisa de adesivar, coloquei finalmente meu pinguim na geladeira (estava há mais de três meses enrolado num canto. Espero que não aconteça o mesmo com os outros que comprei ontem...):


É, tem uma ou outra imperfeição porque é muito difícil esse negócio de colar adesivo, mas ficou uma gracinha!!!

Bjs

domingo, 25 de julho de 2010

Finalmente FÉRIAS

Custou, mas finalmente estou de férias!!! Serão 15 dias pra por "ordem na casa", literal e figurativamente.

Muita coisa aconteceu neste mês que passou, milhares de problemas sem muita solução a vista, e com o desejo enorme de que neste período de recesso eu consiga saber as decisões a serem tomadas para que os erros não se repitam.

Claro que tive momentos bons, sobretudo no curso onde meus alunos continuam fazendo questão de me mostrar que vale muuuuito a pena estar com eles em cada sábado, chova ou faça sol.
Aqui por sinal o dia estava com um sol maravilhoso, todos se divertiram um bocado


Ainda teve a corrida que a equipe MAIS RÁPIDA DO PLANETA - Lesmas Running não é um nome por acaso - ganhou medalhas, apesar de um pouquinho incompleta devido ao tempo horroroso que fez na cidade.

Lesmas Running pós corrida...tá, tá, dois desses aí só ganharam medalha e mais uns uns sete não foram nem pra caminhar!

No mais as arrumações em casa e na vida vão começar:
- Amanhã volto à rotina da academia às 5 da matina, cinco dias na semana.
- A nutricionista na terça não vai ficar nem um pouco satisfeita com o resultado da dieta que NÃO fiz.
- Vou por a leitura em dia, coisa que está me agoniando por não conseguir fazer há séculos, e dar uma remexida no meu material que vou voltar a estudar.
- Quero preparar minhas aulas pra ter um semestre bem proveitoso, tanto para mim quanto para eles
- Os cômodos e armários da casa serão devidamente "destralhados" e limpos, e se tudo der certo, pintados e redecorados (aliás, hoje estive na Etna da Barra e queria comprar tuuuudo!)

Um quarto super charmoso, e bem pequeno...

Um office menor ainda, mas com tanto charme que eu não sei como não levei na hora...


Espero dar conta de tudo pra na segunda semana de férias tirar uns dias pra viajar (já que no primeiro sábado de agosto voltam as aulas) e me sentir realamente descansada e pronta para o que de novo me espera.

E pra terminar este post enorme e cheio de assuntos variados, o mais novo desejo, que de algum modo se inclui na lista do "pra fazer nas férias" (vou comprar amanhã mesmo):

Há quem goste, quem desgoste, quem odeie. Mas eu tenho minhas razões pra gostar muito de muita coisa que ele escreve. E este promete ser um livro de volta às origens dele, e quem sabe, às minhas próprias...


Ah, e claro, como eu podia esquecer: nas férias uma das coisas que vou me dedicar mais também será a isto aqui, seja como terapia, seja como algo que me manterá com os pés no chão e no comando das minhas mudanças.

Bjs

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Para caminhos perdidos... e reencontrados.

O que você faz quando descobre que sua vida não é para sempre e que seus dias na Terra estão contados?
E o que você faz quando precebe que esta é uma realidade desque que você respirou pela primeira vez?
É estranho pensar na morte, mas é muito mais estranho não pensarmos que um dia, quer seja mais cedo ou mais tarde, ela chegará e então não teremos feito tudo aquilo que podíamos, queríamos ou devíamos simplesmente porque nos consideramos imortais em tempo integral.
Tudo pode ficar para depois, e só quando esta verdade nos bate à porta e nos sacode pelos ombros é que paramos pra ver o que deveria ter sido e não foi.
Às vezes acontece porque recebemos um diagnóstico ruim, ou porque vemos alguém que gostamos doente, ou porque um conhecido sofre um acidente e fica internado, ou porque alguém da família morre. É neste momento de sofrimento que nos damos conta da finitude da vida, e prometemos mudar, mas nem sempre levamos a frente a promessa.
E aí reside o nosso maior erro... Devíamos parar de mentir para nós mesmos e agirmos para não deixarmos para depois o que já deveria ter sido feito.
O texto abaixo foi escrito por mim depois de uma dessas notícias ruins. E de mais uma promessa minha de mudar as coisas que me causam mal. Mas sobretudo foi escrito para compartilhar com quem precisar ser lembrado da nossa mortal imortalidade.
Beijos e muita inspiração.


De tudo, o que nos sobra é o vazio, a sensação de impotência e covardia.
Impotência porque nada que fizermos pode mudar a situação.
E covardia porque mesmo sabendo que algo poderia ter sido feito, senão para mudar o que não pode ser mudado, ao menos para tornar a situação menos sofrida, nada fizemos.
Nada. É justamente o que significa o tempo de nossa passagem pela Terra nesta existência. E ainda assim vivemos como se eternos fôssemos, nos esquecendo da perenidade da matéria - a despeito da imortalidade da alma para aqueles que nela acreditam - até um dia em que somos atingidos pela realidade como um soco no estômago.
Então paramos e pensamos: por que? Por que com aquela pessoa? Por que comigo? Por que acontece deste jeito? Por que se ela ou eu não merecemos? Muitos porquês sem respostaS, já que elas não estão nem nos acontecimentos e nem nos outros. Estão dentro de nós.
Nos perdemos no cotidiano corrido, sofrendo dia a dia com muito trabalho, pouco dinheiro - ou às vezes nem tão pouco assim - falta de tempo para nós, para os amigos, para a família, para os filhos. Nos colocamos contra a parede, culpados pelo dilema muito x pouco, sofremos, nos amarguramos, fazemos os outros sofrerem. A troco de que? De tudo aquilo que dizemos desejar e que renegamos na correria diária: tempo para fazer o que nos dá alegria, tempo para aproveitar as amizades duradouras, tempo para reuniões em família, aniversários sem serem compromissos sociais.
Daí chega este mesmo tempo, com sua passagem incansável e imperdoável, e nos mostra que apenas estamos adiando tudo, estamos perdendo os melhores momentos, estamos colocando para depois aquilo que devia ser para agora.
Mas geralmente ele faz questão de nos mostrar isso quando dele nos resta muito pouco para mudar. É neste instante que percebemos o impacto dos nossos atos, ou melhor, da nossa falta de ação. Ficamos com a tal sensação de vazio. De impotência. De covardia. Mas sobretudo, ficamos com a sensação devastadora do arrependimento. De não ter feito. De não ter dito. De não ter ouvido. De não ter amado. De não ter vivido.
Entretanto, com raras mas não menos dolorosas excessões, nestes momentos nos damos conta de que é muito tarde. Tarde demais. Se não para nós, para aqueles amamos, que nos são estimados, que nos inspiram respeito e admiração.
Morremos quando nosso corpo físico perde sua capacidade vital e deixamos de existir fisicamente neste plano. Mas quantas e quantas vezes nos submetemos a uma mesma morte, talvez até mais cruel, ao nos esquecermos do real significado de existir?
Vale colocar na balança o que realmente importa.
E pensar se estamos vivendo para isto.
Para que depois, ao nos depararmos com a dura e incontestável realidade de que nosso corpo não é para sempre, não passemos os dias atormentados pelo arrependimento.

sábado, 19 de junho de 2010

REcomeçando e Mudando passo a passo

Tem coisas na vida da gente que são planejadas, estudadas, programadas e simplesmente não acontecem. O blog foi uma delas. Há quase 40 dias fiz a postagem mais recente, prometi voltar, mudar, fazer mil coisas e nada. Ele ficou aqui, parado, em espera.
De lá pra cá mil coisas aconteceram.
Consegui colocar o trabalho um pouco em ordem e com isso tenho tentado desacelerar pra tomar as decisões certas.
Obtive um bom resultado em uma prova, pra qual sequer estudei, o que me fez relembrar que sou muito capaz e que com um pouco de esforço posso obter muitas coisas.
Voltei a pensar em retomar os estudos, seja o curso de Alemão, abandonado há anos, seja a nova faculdade (dez anos depois de terminar a primeira e quase três depois de ter trancado a segunda, faltando um semestre pra concluir).
Finalmente fui ao médico - aos médicos, melhor dizendo - pra me cuidar, e lembrar que não há ninguém mais importante que eu.
E foi exatamente os resultados médicos que me fizeram ter vontade de voltar a escrever. Vou ter que batalhar muito pra mudar hábitos, principalmente no que diz respeito ao stress e a alimentação, mas vai ser para o meu bem. Quero voltar a ficar em paz comigo mesmo que para isso a vida precise ser radicalmente reformulada. Na verdade acho que isso já era mesmo o que precisava acontecer. Só me faltava um bom motivo, e as palavras do(s) médico(s) foram bem mais do que eu precisava.
O que eu sempre disse que seria aos poucos terá que ser imediato, e assim a adaptação terá que acontecer meio "à fórceps". Mas desistir não está nos meus planos, então ela vai acontecer. Sem drama, com uma força de vontade anormal, mas acima de tudo com a certeza de que vou conseguir.
Vou publicando aqui as decisões, as metas, as conquistas... Reproduzindo meu mundo, pra não perder o foco. E me esforçando pra fazer da felicidade não um destino, mas um caminho, como deve ser.
E como esta turma é uma das razões pra que eu mantenha o foco, vale a pena mostrar o quanto eles me fazem bem.

Um dia de festa, aniversariantes do trimestre, em 2009

Uma das 'aventuras' extra classe: Bienal do Livro RJ/2009