Mudando pra ser feliz

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Desejos de Ano Novo

O ano de 2010 está quase partindo, e como sempre os desejos do novo e melhor para 2011 surgem para nos encorajarem e nos darem força e determinação para seguirmos adiante nesta vida. É nesta época que costumamos fazer o tradicional balanço de final de ano, avaliando o que de bom ou ruim nos aconteceu durante os doze meses do ano, e também é costume fazer a lista de desejos, promessas, metas ou decisões para o ano que vai começar.

Ofereço a todos a minha humilde colaboração nos pedidos de Ano Novo, para que possam alcançar, senão todos, a maioria, dos sonhos planejados para 2011. Acredito sinceramente que quando dividimos boas energias, mesmo com aqueles que estão distantes, temos o retorno desta vibração em nós mesmos. Este post é uma forma de fazer esta energia boa circular e voltar ainda mais plena em mim:

Aos que enfrentaram problemas difíceis em 2010, desejo em 2011 a solução mais suave para eles.
Aos que superaram obstáculos intransponíveis em 2010, desejo em 2011 a mesma fé para permanecerem de pé.
Aos que brigaram com quem amavam em 2010, desejo em 2011 o entendimento entre vocês.
Aos que perderam alguém em 2010, desejo em 2011 a serenidade para aceitar que a vida é feita de reencontros.
Aos que encontraram uma ou mais pessoas especiais em 2010, desejo em 2011 que permaneçam felizes ao lado delas.
Aos que reencontraram alguém que lhes é querido em 2010, desejo que em 2011 o reencontro aconteça muito mais vezes.
Aos que foram magoados em 2010, desejo em 2011 que tentem fazer do perdão um caminho.
Aos que magoaram alguém em 2010, desejo em 2011 que aceitem o perdão e sejam capazes de lembrar a dor que causaram para não tornar a repetí-lo.
Aos que foram esquecidos em 2010, desejo em 2011 mais e melhores momentos de presença.
Aos que se perderam em meio às dificuldades da vida em 2010, desejo em 2011 muitos amigos para lhes dar apoio.
Aos que desfizeram nós ruins em 2010, desejo em 2011 que muitos outros sejam desatados.
Aos que estreitaram os laços em 2010, desejo em 2011 que eles fiquem ainda mais apertados.
Aos que estiveram distantes em 2010, desejo em 2011 que mais e mais pontes sejam construídas para aproximação.
Aos que se impacientaram demais em 2010, desejo em 2011 bem mais calma.
Aos que foram serenos com a impaciência alheia em 2010, desejo em 2011 o dobro de paciência.
Aos que erraram muito ou pouco em 2010, desejo em 2011 várias borrachas e lápis para apagarem e corrigirem os erros.
Aos que sentiram medo em 2010, desejo em 2011 coragem para enfrentar o medo.
Aos que choraram em 2010, desejo em 2011 não lenços de papel, mas ombros amigos que são bem melhores para secar lágrimas.
Aos que estiveram infelizes em 2010 (porque infelicidade é um momento e não uma permanência), desejo em 2011 tantos momentos felizes quanto necessários.
Aos que anteciparam o futuro e por isso sofreram em 2010, desejo em 2011 um dia de cada vez, cada vez mais bem vivido.
Aos que viveram apenas no passado em 2010, desejo em 2011 a aceitação de que o passado é um caderno de anotações para aquilo que queremos no futuro.
E, acima de tudo,
Aos que viveram e não desistiram de cada um dos seus dias em 2010, desejo em 2011 que estejam novamente comigo nesta lida diária, para continuarmos tudo aquilo que este ano foi plantado, pois sem isso, nada valeria a pena.

Bjs,
Inspiração hoje, ontem, amanhã e sempre!

Segredos, para um destinatário certo

Falar em música é puxar um assunto atrás do outro. Hoje, enquanto dirigia para o trabalho, ouvi esta do Frejat, que me trouxe recordações de quase 8 anos atrás.

Um tempo incrivelmente bom, momentos especiais com amigos e amores, mas que em algum ponto se perdeu entre problemas individuais, convívio diário, intolerâncias, impaciências minhas e outros desgastes não remediados no tempo certo. Por mais que a balança ainda tenda para a tentativa de ser feliz com ele, há muitas arestas pontiagudas a serem aparadas, que ainda acabam causando ferimentos em ambos.

Mas quando escutei esta música, só mesmo os momentos bons vieram à mente.

Este post tem dono. E ele saberá, se e quando ler esta letra.
Ainda há muito que amar. Precisamos apenas reaprender. Ou insistir. Mesmo que a separação seja um final, nada nos impede de tentar recomeçar, em uma nova história.

Bjs

Segredos
(Frejat)

Eu procuro um amor que ainda não encontrei
Diferente de todos que amei
Nos seus olhos quero descobrir uma razão para viver
E as feridas dessa vida eu quero esquecer
Pode ser que eu a encontre numa fila de cinema
Numa esquina ou numa mesa de bar - ou no CCAA ;)

Procuro um amor que seja bom pra mim
Vou procurar eu vou até o fim
E eu vou tratá-la bem
Pra que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer os meus segredos

Eu procuro um amor uma razão para viver
E as feridas dessa vida eu quero esquecer
Pode ser que eu gagueje
Sem saber o que falar
Mas eu disfarço
E não saio sem ela de lá

Procuro um amor que seja bom pra mim
Vou procurar eu vou até o fim
E eu vou tratá-la bem
Pra que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer os meus segredos


segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Olha, Você Em Minha Vida

Para acompanhar as meninas do 3x30 e O Divã Dellas, fica a letra de uma música do Roberto Carlos que já citei antes, com destaque para a mesma parte: me traz meu passado e as lembranças, coisas que eu quis ser e não fui.

Não tenho como negar o quanto estas músicas fizeram e ainda fazem (sem vergonha alguma de dizer) parte da minha vida e da minha história.

Há muitas que poderia colocar aqui, mas acredito que elas vão surgir no tempo certo. Pra completar, há outra que também tem o verso certo, para o momento exato: você foi o meu sorriso de chegada, tudo e nada... e adeus.

Bjs

Olha
Roberto Carlos / Erasmo Carlos

Olha você tem todas as coisas

Que um dia eu sonhei prá mim
A cabeça cheia de problemas
Não me importo, eu gosto mesmo assim

Tem os olhos cheios de esperança

De uma cor que mais ninguém possui
Me traz meu passado e as lembranças
Coisas que eu quis ser e não fui

Olha você vive tão distante

Muito além do que eu posso ter
E eu que sempre fui tão inconstante
Te juro, meu amor, agora é prá valer

Olha, vem comigo aonde eu for

Seja minha amante, meu amor
Vem seguir comigo o meu caminho
E viver a vida só de amor


Você em minha vida

Você foi a melhor coisa que eu tive
Mas o pior também em minha vida
Você foi o amanhecer cheio de luz e de calor
Em compensação o anoitecer, a tempestade e a dor
Você foi o meu sorriso de chegada
E a minha lágrima de adeus

Aquele grande amor que nós tivemos,
E todas as loucuras que fizemos,
Foi o sonho mais bonito que um dia alguém sonhou
E a realidade triste quando tudo se acabou

Você foi o meu sorriso de chegada
Tudo e nada e adeus

Você me mostrou o amanhecer de um lindo dia
Me fez feliz, me fez viver
Num mundo cheio de amor e de alegria
E me deixou no anoitecer

E agora todas as coisas do passado
Não passam de recordações presentes
De momentos que por muito tempo ainda vão estar
Na alegria ou na tristeza
Toda vez que eu me lembrar
Que você foi o meu sorriso de chegada
E a minha lágrima de adeus

Você me mostrou o amanhecer de um lindo dia
Me fez feliz, me fez viver
Num mundo cheio de amor e de alegria
E me deixou no anoitecer



(letras by Vagalume)

domingo, 26 de dezembro de 2010

Ocupar a mente e o corpo para esquecer o que maltrata a alma e o coração

Baile do branco hoje. Se eu me diverti? Bastante. Dancei muito, ri muito, mais uma vez me senti bem entre pessoas que gosto e que, quero acreditar, gostam de mim. A cada dia que passa, a certeza de ter feito a escolha certa ao buscar a dança como uma forma de me conectar ao mundo, só faz aumentar.

Olhar todos dançando, fazer parte daquilo, me superar aos poucos, e quem sabe um dia ter isso no sangue, como meu atual professsor, alguns dos bolsistas, ou como estes dois aqui embaixo, não me deixa qualquer dúvida...

video

(Despedida do meu antigo professor, Drack, com a professora dele, Ana Paula, em outubro/2006)


Mas confesso que as aulas, e os bailes ainda são uma fuga para o que não tenho resposta, e aí me pego olhando meu perfil em uma das redes sociais, e relembro que ainda tenho assuntos sem solução:

"Aquilo que não me mata só me faz mais forte."

"Nichts anderes macht aus."

"Ah, mas tudo bem. Em seguida todo mundo se acostuma.
As pessoas esquecem umas das outras com tanta facilidade.
Como é mesmo que minha mãe dizia? Quem não é visto não é lembrado.
Longe dos olhos, longe do coração. Pois é." (Caio F. Abreu)

"Por razões que desconheço, nossas aproximações foram sempre pela metade.
Interrompidas.
Um passo para a frente e cem para trás.
Retrocessos.
Descaminhos.
E me pergunto se, quem sabe um dia, na hora certa, nosso encontro pode acontecer inteiro." (Caio F. Abreu)


Hoje o banho de mar logo cedo me ajudou a deixar boa parte do que me incomodava ser levado pelas ondas. E percebi que devo estar perto dele bem mais vezes, para me sentir mais leve.

Mas nem isso foi o suficiente. A chegada da segunda feira, a volta à rotina no trabalho, o incômodo daquilo que não consigo ainda mudar, tudo isso dificulta manter o efeito dos bons momentos.
Sei que uma única coisa neste instante ajudaria a me sentir em paz. Mas quanto a isso, não há nada que eu possa fazer. Não pelo menos hoje, agora.

Enquanto isso, vou enganando a mim mesma, fingindo que sou feliz, como diz a música.

Bjs

sábado, 25 de dezembro de 2010

Dos momentos em que pensar faz parte

Mesmo com momentos felizes, há certas coisas que não saem da cabeça, do corpo nem do coração.
Quisera poder arrancar de dentro de mim tudo isso, e simplesmente dizer 'basta', e apagar essa história da minha vida.
Mas não sei como. Não dá, por mais que eu tente.
E sigo oscilando entre prazer e dor. Vida e morte. Presença e vazio.

"Algum preço a gente tem que pagar quando resolve fingir que está tudo bem." Do filme Como esquecer?

"Você cria sua realidade. Não temos que permanecer na concha que construíram para nós na infância. Somos todos condicionados a viver da forma como nossos pais queriam. Mas precisamos sair da concha e tomar as rédeas. Eu tive que lutar pela minha individualidade. Sabia que, se continuasse a corresponder às expectativas, seria a morte para mim." Johny Depp, em entrevista à revista Nova/Cosmopolitan

"O encontro com o silêncio nada mais é que um encontro consigo mesmo."

"A verdadeira liberdade é um ato puramente interior, assim como a verdadeira solidão.
Devemos aprender a nos sentirmos livres, mesmo no cárcere, e a estarmos sozinhos, mesmo no meio da multidão."

Bjs

Presente de Natal antecipado parte 2

Ser sugestionável é parte do ser humano, e claro que a criatura aqui não fugiria à regra, mas o problema é que a duração da sugestão não dura muito.
Assim foi com o efeito notícia + aula de quarta. Apesar da alegria imensa, a quinta começou me irritando no trabalho, principalmente quando lembrava que devia estar de férias e ninguém ali estava ligando a mínima pra isso, e pior, cada um estava vivendo no seu próprio mundo e me cobrando alegria e espírito de Natal pra um almoço em família no dia seguinte.
Como desde o ano passado eu havia decidido que o Natal este ano seria meu comigo mesma, gerou mais stress ainda, e saí de lá muito irritada.
Não consegui sequer disposição para comprar algo pra mim, tinha marcado fazer a unha e sombrancelha, não tinha qualquer vontade de qualquer coisa. Passei em casa voada, botei o dvd do Diogo Nogueira pra ouvir enquanto arrumava as coisas e saí de casa em cima da hora da aula, e ainda deixei o Bruno no TKD, ou seja, estava prevendo que ia ser um desastre a noite (draaaama... mas é que odeio chegar atrasada, não importa onde...).
Cheguei na aula com dez minutos de atraso, e sobravam dois cavalheiros sem dançar. Coloquei o sapato e o professor me mandou entrar, pra dançar o final da música com um dos alunos. Relaxei, e aí começou a melhorar. Como que adivinhando pensamentos, não teve aula propriamente dita, e sim uma aula-baile pra quem estava ali. E aí me diverti de fato, principalmente porque ele colocou pra tocar samba, e logo que cd?

(foto do site oficial)

Diogo Nogueira (lindo, maravilhoso, com uma voz perfeita, uns olhos de se perder, um sorriso... tá, tá... já parei...)
"Um espírito baixou em mim" rs! Até cantar eu cantei, e óbvio isso deu margem aos cavalheiros brincarem mais com esta dama, que se deixou levar bem mais fácil até para passos que ela desconhecia. Nem acredito que fui parar na frente do espelho e até no colo do cavalheiro... ;)
E segundo o Alan, merecia até uma foto, porque o sorriso estava me deixando bem mais bonita.
Daí pra dançar forró foi super tranquilo. Cantando e tudo mais também. Pra fechar, bolero, e sem perder o sorriso, apesar da tensão de quase não lembrar os passos...
Tudo isso arrematado pelo carinho de todos, principalmente do Cristiano, novamente me elogiando e me fazendo acreditar mais em mim mesma.
A alegria é contagiante. Não há frase melhor pra definir o que aconteceu nestes dias.
E que ela continue assim, o quanto possível.
Bjs

Presente de Natal antecipado parte 1

(post rascunhado em 23/12/2010, depois da aula)

Ok, dou o braço a torcer: um sorriso abre bem mais portas que uma cara enfezada. Para mim não é tão simples, pois não fui acostumada a sair por aí distribuindo sorrisos, e geralmente a irmã mais simpática sempre foi a outra mesmo, me acostumei a isso.
Mas quarta e quinta tive a prova de que muitas vezes vale mesmo a pena abandonar a irritação, deixá-la num canto, fora do meu alcance, e me entregar de corpo e alma àquilo que escolhi para fazer naquele instante.
Geralmente isso acontece na natação, estar debaixo d'água, preocupada com respiração, pernadas e braçadas, me faz bem menos amarga que quando não nado. Mas até então lá era o único lugar em que me sentia assim. Nestes dois dias, no entanto, as coisas se mostraram um pouco diferentes.
O sorriso veio de dentro na quarta, por causa da boa notícia da melhora da mãe da minha amiga. Isso me fez ir a aula de dança mais leve, e render mais já na primeira aula. Entre a minha primeira e a segunda aula, tem um grupo de alunos intermediários, que geralmente assisto, mas aproveitei e saí um pouco da sala pra falar com esta amiga no telefone. Como a mãe dela mesmo atendeu, passei alguns minutos de muita alegria e emoção com ela no telefone, e nos despedimos com o coração cheio de felicidade por tudo que ela passou e pelo tanto que foi pedido por ela, por todos aqueles que a amam demais.
Quando voltei para sala, fui pega pelo professor, me dizendo pra fazer aquela aula, que não era a minha, porque faltava dama. Eles estão há mais de seis aulas, como o próprio Cristiano diz, em uma "novela" com a trança. Eu entrei em pânico, certamente, mas meu partner, um doce como sempre, disse que ia dar tudo certo, era só ficar ali, e repetir com ele.
Primeiro fizemos sozinhos, e quando juntou, e eu falei pro Cristiano que nunca tinha feito aquilo, que eles estavam treinando há séculos e eu estava fazendo a primeira vez, ele deu um sorriso, piscou pra mim e disse "se vira!", como quem diz "deixa disso que eu sei que você é capaz!".
E não é que eu fiz? Tudo bem que não teve um primor de perfeição, mas rolou. E aí, a aula de samba que veio depois foi bem mais divertida. Mesmo porque nesta época pré-Natal, poucos eram os alunos presentes, e os que estavam, gostam muito do que fazem.

Pra completar, a quinta feira ainda traria mais surpresas... que eu conto no outro post.

Bjs

A música me mantém viva, me ampara, me liberta

(post rascunhado quarta feira, 22/12/10)
Dentre algumas coisas que amo, a música está certamente no top 10.
Daí quando escuto algumas, novas ou antigas, alegres ou deprê, muito mais que a melodia, a letra me atrai, me domina e me faz ter vontade de cantar/dizer as mesmas palavras para certas pessoas.
E como dançar sem música não existe, ela tem sido constante nos meses recentes.
De pagodes bem 'dor de cotovelo', até forrós agitadíssimos, passando por xotes, boleros e músicas pra soltinho, tenho me divertido aprendendo a cantar para mim mesma, e liberando mais tensões em aula.
Tenho uma seleção musical que agora em dezembro completa três anos, e por vários motivos tenho sentido vontade de ouvi-la completa. Estou me controlando porque sei que ela carrega muita informação pra este momento. Recorda, abre feridas não cicatrizadas por completo, vibra forte.
Mas como nem sempre eu faço o que a razão manda, fico pensando na bendita seleção o tempo inteiro. Quem sabe escrevendo ela me larga...

- O meu lugar - Arlindo Cruz (fala de Madureira, um bairro do Rio)
- Guerreira - Diogo Nogueira (música original do pai dele, para Clara Nunes)
- 40 Anos - Emílio Santiago (meu intérprete favorito, amo este homem!)
- Encontros e despedidas - Milton Nascimento (que música melhor para falar de partidas?)
- Viagem - Emílio Santiago (ele de novo...)
- Acalanto e O mar serenou - Teresa Cristina (mar, mar, mar... meu mundo...)
- Olha - Erasmo carlos e Chico Buarque (esta versão me acerta fundo quando diz "me traz meu passado e as lembranças, coisas que eu quis ser e não fui")
- Aqui - Ana carolina (já falei dela aqui, não tem jeito)
- Eu não paro - Ana Carolina (meu momento de querer fazer o mundo parar, pra pensar só em mim)
- Canção para um grande amor - Isabella Taviani (fala sobre libertar-se se um grande amor, deixá-lo partir, livre.)
- Momentos - Isabella Taviani (tudo que vale a pena ser guardado: momentos...)
- Eu sonhei com você - Juliana Diniz (muitas vezes desejo que sonhos sejam reais, e que a realidade não passe de um pesadelo...)
- Sinal de adeus - Isabella taviani (quando não aceito que adeus é a palavra certa a dizer, porque não há qualquer sinal deste adeus)
- Evidências - Ana Carolina (é toda contradição que carrego em mim: viver de aparências, dizer que não quando a vontade é dizer sim, e vice versa)
- Entrar no clima - Arlindo Cruz (pra aliviar a pressão, e lembrar que a vida é muito boa!)

Como não amar a música? Seleção só nacional, mas ainda rola muita coisa internacional no meu repertório também... E olha que esta é só uma parte mínima daquilo que me faz bem...

Bjs



Natal

Como prometido a mim mesma, para não me aborrecer (embora as pessoas não tenham aceitado isso bem, e eu tenha me aborrecido, de um modo ou de outro), este ano meu Natal foi na santa paz do meu lar, sem reuniões familiares que o bicho do mato aqui não gosta.
Encomendei algumas coisas pra comer - mas confesso que o calor não dá muita fome - ajeitei algumas coisas e fui dormir cedo, pra quem sabe hoje ir a praia.
Não rolou, mas tudo bem, porque consegui me organizar um pouco, pelo menos em termos do que preciso fazer e das coisas que precisava separar para ler que estavam fazendo volume na mochila.
Complementando a lista de decisões que fiz para este ano, faltou dizer que, pela primeira vez, este ano eu vou querer uma festa de aniversário. E claro, com alguns detalhes exclusivos.
Mas isso é papo pra um outro momento.
Só queria mesmo era adicionar sabor ao post da Amélie, mostrando algo que fez parte da minha 'ceia' de Natal (se é que posso dizer isso...), ainda que devidamente faltando um pedaço.

(Torta crocante de doce de leite, by Piffer)

Bjs

Promessas, ou melhor, DECISÕES para um ano novo

Minha cidade é ou não é maravilhosa?

Aterro do Flamengo, junho/2009

Mas mesmo tendo perto esta vista linda, e com um dia de sol como hoje, a doida aqui não foi a praia, como prometeu...

Marina da Glória, novembro/2009

Então, diante das fotos, dos estímulos, do calor que está fazendo por aqui, arrumei quilos de papéis que andavam comigo pra cima e pra baixo para 'quando desse' eu colocasse em ordem. Hoje foi o dia, já que não fui a praia, encarei a faxina para me livrar dos milhares de papéis com anotações diversas
E aproveitei para iniciar a lista de coisas que VOU fazer em 2011, sendo que algumas já estão acontecendo em 2010. Vamos a elas:

* Ir à praia, todo mês (devido unicamente a minha necessidade de estar em contato com o mar)
* Ler um livro, ao menos, a cada 20/30 dias (estimulada pelos 33 livros lidos pela Lilly)
* Chegar ao peso determinado pela endo e pela nutri, e me manter nele (falta bem menos que antes, que orgulho de mim! rs)
* Aumentar a conta poupança (este ano já foi bom demais e deu até pra viajar duas vezes)
* Doar sangue uma vez antes de fazer a nova tattoo (depois tenho que esperar um ano)
* Fazer as novas tattoos (meu amor a minha cidade e à dança/música)
* Melhorar e me soltar mais na Dança de salão (estou aprendendo a fazer isso)
* Intensificar treinos na musculação e na natação (quero chegar aos 2km por aula na água e correr pelo menos 5km, que nem a Gisela, minha ídola! rs)
* Participar de duas corridas de rua de 5km, ao menos este ano (talvez a Family Run e a Corrida das Academias)
* Fazer duas ou três viagens a lugares diferentes (aproveitar alguns feriados prolongados)

Estes são itens visíveis que coloquei na minha lista. Claro que ainda tenho alguns que procuro manter a cada ano, como controlar críticas aos outros, melhorar meu humor, estudar mais (tanto para o trabalho, como para a parte espiritual), manter a agenda médica em dia, exercitar a caridade e a paciência, me esforçar para diminuir o grau de exigência em relação aos outros e a mim mesma, aprender a sorrir mais... e por aí vai...

Ainda é uma lista provisória, mas que por si só me dá a esperança de dias melhores em 2011 que aqueles passados em 2010...

Bjs

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Porque a vida sempre ensina a persistir e ajudar...

Acima de tudo, hoje estou muito agradecida.
Por mais que esteja vivendo no meu mundinho de insatisfações comigo mesma, muita coisa anda acontecendo fora do meu raio de alcance, algumas bem mais graves que meus lamentos por aqui. Mas hoje pude receber uma ótima notícia, e nada mais certo que agradecer por saber que alguém por quem tenho um carinho imenso recebeu um bom diagnóstico médico para uma guerra que vinha travando há mais de um ano. Não poderia querer melhor presente de Natal que esse.
Creio que jamais recebemos nossos fardos maiores do que podemos carregar, mas interceder por aqueles que são especiais para nós também faz parte da missão neste plano.
Estou mega feliz por esta amiga querida, e principalmente por sua mãe, que foi atendida em seus pedidos de melhoras.
Lu, tia Graça, amo muito vocês!
Bjs

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Madrugada, Lua, Eclipse, Solstício, Raridade

Ir a academia às 5.30 da manhã não é nada de mais para quem sempre gostou de madrugar. Me dá disposição para a pegada do trabalho, melhora o meu mau humor, sem contar os benefícios físicos.
Hoje de manhã ia eu pra minha rotina, e comentava no carro sobre a linda lua cheia de ontem a noite, quando me espantei com a visão que tive dela, quase pela metade, como se fosse minguante.
Passado o espanto, me dei conta que a única possibilidade (dããã...) seria um eclipse. Dito e feito.
Até começar a malhar fui acompanhando o reflexo da luz do Sol na Lua ficar encoberto pela sombra da Terra, um espetáculo lindo de fato, ainda mais porque geralmente quando ele ocorre, o tempo não ajuda, e tudo fica muito encoberto.
Mas não hoje. Num dia em que o verão se inicia na minha Cidade Maravilhosa, o calor de 27º às 5 da manhã, com o céu limpíssimo, nos deixou observar perfeitamente este momento raro.

Claro que fui à cata de ver detalhes dele na net, e a surpresa maior ainda veio quando reuni algumas 'coincidências' a respeito deste eclipse:
- Foi o único eclipse lunar total do ano de 2010;
- Aconteceu em um solstício (neste caso, de verão, quando o dia é mais longo que a noite),
- O último eclipse coincidindo com um solstício foi parcial, em 1991, e outro só deve ocorrer em 2094;
- O último eclipse lunar total, que coincidiu com um solstício de verão foi há mais de 400 anos;
- Este eclipse teve a maior duração em 10 anos;
Com o Solstício de Verão, se celebra Litha, e acredita-se que sonhos, desejos e pedidos realizados nesta noite serão atendidos, devido ao seu imenso momento de poder.

Com tudo isso, mesmo que não acreditasse e achasse apenas mero acaso, não poderia negar a mim mesma a força deste dia, que amanheceu abençoado pela Deusa em sua majestade.
Então vou me colocar humildemente frente a ela, e entregar meus anseios mais profundos, acreditando em sua presença e poder, confiando que aquilo que for pedido, será concedido.
E que ainda que meu tempo não seja o mesmo Dela, que devo permanecer firme nos meus propósitos, pois eles chegarão.


(Representação de Litha by A Deusa está na Terra a magia está no ar)

Inspiração. Feminilidade. Poder. Criação. E Amor acima de tudo.

Bjs

sábado, 18 de dezembro de 2010

Por que vale a pena? Por tudo isso!

E como o otimismo deve ser uma prerrogativa de vida, tenho que mostrar o que me faz ter fé em dias melhores.
Estes são motivos mais que justos para não desistir jamais. Mais do que querer aprender Inglês, cada um deles me proporciona momentos indescritíveis de prazer em sala de aula.
E ainda me perguntam por que dou aula, sem receber um centavo, tendo que acordar também aos sábados muito cedo...
Nem preciso responder. Neste caso tenho que admitir que a imagem vale bem mais que qualquer palavra.

Duas turmas, uma só alegria. "Imersão" no Outback 2010

Hoje este almoço foi o que fez valer o dia.
E ontem, passar a noite num baile em que dancei como nunca com quase todos os bolsistas, em que fui elogiada inclusive pelos mais exigentes, e no qual fechei com chave de ouro dançando com o próprio professor, foram razões mais que coerentes para não reclamar o tempo inteiro.
O suor do corpo traduzia bem a eliminação de parte das nuvens negras que ainda insistem em pairar sobre este corpo e esta alma.
A solidão soube dominar mente e coração em muitos momentos, ainda mais por querer que algumas coisas ali fossem diferentes. Havia a vontade sutil de ter com quem dividir a alegria e o sorriso sinceros.
Mas ontem nem mesmo ela foi capaz de tirar o brilho do olhar de quem percebeu que apesar de tudo pode haver felicidade.
Bjs

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Mas desistir não deve ser uma opção

Lendo o post lindo "Para Dona Esperança", perfeitamente escrito pela Iara Maria, do Dois dedo de Prosa, me senti ligeiramente culpada pelo convívio frequente com a Angústia e a Inquietude na minha vida, principalmente hoje.
Eu mesma, talvez, esteja fechado a porta à Esperança, e não posso dizer que isso são os outros que me obrigam a fazer.
Duas são as frases recorrentes que ouço: Preciso aprender a relaxar mais e me preocupar menos. E que fico muitas vezes mais bonita sorrindo que com o semblante encrespado pela preocupação/irritação.
Indico uma lida no post da Iara. Que ele sirva de inspiração a quem desejar, e que eu consiga aprender a convidar sempre a Esperança para me visitar e ficar bem mais que breves instantes.
Bjs

Às vezes é mais difícil

Dias bons, dias ruins, dias mais ou menos.
Hoje é um destes.
Num esforço mais que humano, tentando me manter de pé com todas as contrariedades aos meus planos de menos trabalho.

“Na minha opinião, existem dois tipos de viajantes: os que viajam para fugir e os que viajam para buscar”. Érico Veríssimo

“A saudade é a presença dos ausentes”. Olavo Braz Martins dos Guimarães Bilac

Bjs

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Para não esquecer

Revendo textos que gosto de colecionar e muitas vezes dividir com amigos, separei dois trechos em artigos da Martha Medeiros e do Arnaldo Jabor, que encaixaram bem no que preciso ser lembrada constantemente. Principalmente hoje em dia.

"(...) De humilhação que falo. (...) Tentamos superar uma dor antiga e não conseguimos. (...) Nesses casos, não houve maldade, ninguém pretendeu nos desdenhar. Estivemos apenas enfrentando o desconhecido: nós mesmos, nossas fraquezas, nossas emoções mais escondidas, aquelas que julgávamos superadas, para sempre adormecidas mas que de vez em quando acordam para, impiedosas, nos colocar em nosso devido lugar." Sobre a humilhação, por Martha Medeiros.

"(...) Não lute, não ligue, não dê pití. Se a outra pessoa tá com dúvida, problema dela. Cabe a você esperar ou não. Existe gente que precisa da ausência para querer a presença. (...) Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento." Relacionamentos, por Arnaldo Jabor

Bjs


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Pra variar um pouco... muita coisa, mas de bom humor

Vida que segue, pra não ficar reclamando de tudo, tenho que lembrar dos bons momentos que andam acontecendo.
Apesar do luto não estar funcionando a contento, a irritação toma um pouco o lugar da mágoa, e começo a me sentir... como dizer... me lixando para quem não está ligando a mínima para mim.
É quase aquele botão que se aperta quando chegamos no limite, embora eu ainda não tenha ligado o meu plenamente como deveria para certas situações e pessoas.
Mas já que o post é para ser agradável, tenho muito que me sentir lisonjeada por pessoas que passaram por aqui e me deixaram um toque mais que carinhoso sobre este espaço de desabafo.
Amélie, vc falou do meu brigadeiro enroladinho e com granulado, aí fiz o sacrifício de comprar uns pra vc ver minha predileção por eles. Não ligo a mínima pra doces. Como, gosto, mas não sou desesperada por chocolates, nem outro tipo qualquer. Gosto mesmo é de casquinha de baunilha. E de brigadeiros de festa, como estes aí de baixo.

Não fazem parte da dieta, a nutricionista me mata se sonhar que estou comendo isso...


E quanto a minha outra paixão, cedi de vez à minha vontade de fazer aulas de dança todos os dias. De segunda à quinta bato ponto em três aulas, e quando minha fama de antissocial permite, vou aos bailes na sexta.
Na véspera do embarque para Cwb, fui no primeiro em que dancei muito com os bolsistas. Valeu a noite, já que era um programa há muito esquecido.
Depois de tudo que ando passando, já tinha quase desistido da idéia de ir a outro, até porque bailes são exposições, e taí algo que não gosto mesmo...
Mas como o Alan e o Diego são bem convincentes, e eu queria mesmo dançar para distrair, acabei indo no tal baile do vermelho. Foi uma terapia de R$ 10,00! Dancei muito com eles e elas: forró, samba, soltinho... Lucas, meu novo partner (como ele mesmo insiste em me chamar) fez questão de abrir meus trabalhos na pista, e valeu cada instante por lá.


Alguns bolsistas do lugar que mais tem me divertido recentemente e o meu novo partner entre as meninas
(foto by Deinha - Espaço de Dança Cristiano Pereira)


E pra completar, recebi aqui mais algumas visitas que me deixaram bem feliz também.
A Lilly, dos blogs Isso é coisa de Lilly e Blog da Reforma que me fez uma pequena massagem no ego dizendo que gostou da forma como escrevo.
E a so sad, do 2 e 2 são 5 falou da minha habilidade com tomadas e afins... mas é que para uma mulher que já fez técnico em eletrotécnica, trabalhou com transformadores enormes, era respeitadíssima aos 17 anos pelos peões da firma de engenharia porque não se incomodava em sujar as mãos e trabalhar pesado em campo (como até hoje faço quando precisa de alguma manutenção elétrica em casa de amigos e parentes), morou alguns bons anos sozinha, não é realmente algo que me cause problemas... quem me dera tudo de difícil na minha vida fossem apenas uns choques porque encostei onde não devia...
Ah, e pra completar, ganhei meu primeiro selinho da Ana Martins, só vou pedir a ela paciência, porque ainda estou muito básica nesta coisa de blogs, mas vou tentar colocar aqui, e fazer o que ela me pediu como regras...
E mais um dia que chega ao fim, amanhã já é meio da semana, 15 dias para terminar 2010. Acordar mais uma vez às 4.45, abrir com a musculação (já é hora de pensar em ver resultados positivos, uma vez que todo esse retrocesso das últimas quatro semanas devem ter bagunçado tudo que eu andei conquistando nos últimos seis meses), fechar com as duas aulas de dança, e no meio disso, tentar por mais uma vez a vida em ordem, seja apenas conseguindo colocar meus papéis menos bagunçados e lendo umas revistas que me aguardam há dois meses...
Bjs

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

De tudo um pouco - Desafio

Recebi um carinho (e um desafio) a mais da Amélie hoje, já tinha visto em outros blogs e aproveitei pra pensar um pouco mais em mim, e me 're'conhecer melhor, aqui estou, ao menos em parte:

7 coisas que pretendo fazer antes de morrer:
Conhecer e admirar Stonehenge (UK)
Falar fluentemente Alemão
Deixar a contabilidade e me especializar na docência
Escrever um livro (nisso combinamos, Amélie)
Ter uma Rottweiller
Saltar de asa delta da Pedra da Gávea
Uma mega festa de 100 anos

7 coisas que mais digo:
Students! (ser professora voluntária numa turma cheia de adolescentes tem disso...)
Ninguém merece
Minha linda/meu querido
Liiiiiiiiiinda Lady (a Boxer da minha irmã)
Mega (qualquer coisa)
Tá f...
Sinistro

7 coisas que faço bem
Ouvir (amigos, desconhecidos, qualquer um...)
Ensinar algo que alguém precisa/quer aprender
Escrever
Falar para muita gente (ninguém merece isso, mas aprendi, fazer o que...)
Consertar tomadas, chuveiros, ou qualquer instalação elétrica
Dar aulas de Inglês no curso comunitário
Dirigir

7 defeitos meus (ooops... acho que preciso de mais que 7...)
Meu mau humor quando sou contrariada
Não ter muita paciência
Gostar demais de ficar sozinha
Não gostar de ficar mais de meia hora fazendo social
Me diminuir diante dos outros, sempre me comparando por baixo
Me entregar demais quando gosto de alguém (amores, amigos, não importa)
Insistir até conseguir algo, desde que não seja algo PARA MIM...

7 qualidades minhas
Sou dedicada, mesmo que não goste do que estou fazendo
Se precisar de motorista, é só me chamar ;-)
Sou uma pessoa que se dá inteira quando gosta de alguém
Crio laços de amizade que, independente do tempo/espaço, se mantêm firmes
Acordo cedo ligadíssima
As pessoas podem contar comigo, a qualquer tempo, em qualquer lugar, pra qualquer coisa (lícita, claro...)
Acredito que o melhor sempre está por vir (ainda que às vezes me esqueça disso, pelo menos para mim)

7 coisas que eu amo!!
Minha vida (mesmo com todos seus altos e baixos, e com a estúpida vontade de vez por outra desistir dela)
Minha mãe, meu pai, minha irmã chaaaaaaaaaata e alguns amigos muito especiais
O mar (apesar de ficar mais tempo longe dele do que deveria)
Ler (de tudo um pouco)
Escrever (cartas, textos, e-mails, bobagens)
Brigadeiro, enroladinho e com granulado
Ouvir música
Dançar
(ok, foram 8...)

Deixo este desafio a todas as novas amigas que me visitam e que tem me ajudado a me manter no rumo...
Bjs

domingo, 12 de dezembro de 2010

Em guerra, sem paz...

E quando se imagina que a vida está seguindo por um caminho - senão feliz, ao menos aceitável - eis que algo vem pra mostrar que as provas não terminaram, e que certamente posso ficar reprovada.
Quanto mais o tempo passa, e a medida em que acredito estar vendo uma luz para alguns dilemas enfrentados, mais percebo que estou lutando contra algo que é mais forte que eu.
Preciso aprender a me olhar, me respeitar, me amar acima de todas as coisas. Preciso aceitar as pequenas e fugidias conquistas, e não me culpar por elas. Preciso perceber que tenho direito à felicidade, ao bem estar, à vida.
Os últimos dias tem sido de guerra interna. Uma batalha perdida, a de não dar passos atrás. Uma batalha ganha, a de aceitar os bons momentos que a vida me oferece. Outra batalha perdida, a de não me diminuir diante dos outros. Mais uma batalha perdida, a de não querer conviver com os outros e ser classificada, as always, de antissocial.
Mais baixas do que vitórias. E isso apenas dentre o que sinto vontade de externar aqui, porque muita coisa anda acontecendo e as mãos e a cabeça não tem acompanhado o ritmo dos acontecimentos.
Me dá a sensação de derrota. Desânimo. Cansaço de lutar e estar sempre no mesmo lugar, sem progredir.
Não deixar que o luto me faça estancar, como recomendou Amélie. Estou tentando, juro.
Que seja. Preciso hoje apenas que os dias passem.
E preciso urgente ir até o mar, pra me sentir viva mais uma vez.
Bjs

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Há felicidade, sim. Mas o luto é essencial.

De tudo que tem acontecido ultimamente, não posso ser completamente ingrata e negar aquilo que me dá alguma esperança em dias melhores.
Que a ausência e o silêncio, postos a contragosto no lugar onde deveriam existir palavras e presença, ainda incomodam, não resta dúvida. Machucam, magoam, ferem por dentro. Mas contra isso não há como seguir lutando, então creio sinceramente que o luto, o assimilar a perda, o deixar a ficha cair, serão fundamentais.
Li há pouco tempo um texto que tratava desta fase.
Muitas pessoas tentam ocupar o tempo ou o coração, para não precisarem pensar ou sentir algo com uma perda. E assim passam de um momento ao outro sem lapsos, mas também sem aprendizado, pois geralmente nestes lapsos é que se encontram os ensinamentos que precisamos.
O luto nunca é fácil.
Neste mesmo texto li algo sobre prazos para viver este luto, algo em torno de nove meses, segundo a cultura oriental. Para nós, nove meses é o tempo de gerar uma nova vida.
Avaliando estes dois pensamentos, hoje parei e fiz uma escolha para conseguir seguir adiante depois da decepção com quem eu jamais acreditei que pudesse ser capaz de agir como tem agido. O luto vai servir para crescer, durante nove meses, uma nova vida. Nove meses para aceitar, entender, chorar, sofrer. Depois, parir esta amargura, revolta, tristeza, decepção. E deixar ir sem olhar pra trás.
Processo iniciado, vida que segue atrás de pequenos prazeres. Dias difíceis merecem compensações, e já que de todos os lados tem surgido mais e mais abismos, vale construir pontes: novos companheiros de caminhada que tragam luz para dias sombrios.
Estes eu tenho encontrado quando escrevo aqui (obrigada a cada uma das meninas que dedica um tempo para me ler), e nas tão faladas aulas de dança de salão.
Aulas que tem sido muito especiais, todas elas, pois mesmo nos dias em que a vontade é de me enfiar no mais profundo buraco e dele nunca mais sair, é nelas que encontro os sorrisos - de todos, incondicionalmente - e as palavras de incentivo que faltam em tantos outros momentos do dia, e da vida.
Cansativo? Muito - saio de todas as aulas derretida pelo calor da Cidade Maravilhosa, pela proximidade com o outro, pelo cansaço do corpo ao final de um longo dia.
Difícil? E como! Aulas de segunda a quinta e mais uma aula extra duas vezes por semana são só pra quem ainda tem menos de 20 anos, o que não é meu caso faz teeeempo... Fora isso os passos, coreografias e tudo mais que exigem a concentração e paciência que, admito, estão bem escassas em mim. Mas é uma questão de treino e perseverança...
Se eu quero sair ou abandonar? Nunca mais. A alegria (e a massagem no ego, claro) ao ser 'disputada' pelos bolsistas, mesmo sendo apenas uma dama iniciante, o prazer de receber elogios de progresso do próprio professor, o bem estar que sinto naquele lugar, isso faz esquecer qualquer pensamento em desistir.
O que acontecerá de agora até setembro do próximo ano, quando luto acabará? Não faço idéia.
Mas uma coisa é certa: vou manter em mente que sempre poderei viver instantes de experimentar a sensação de liberdade e felicidade plenos.
E são estes momentos que me darão forças para não desistir nos meses que virão.
Bjs

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Certezas

Em meio ao retrocesso que não desejei, mas que fatalmente aconteceu na minha vida, me lembrei de duas coisas que já ouvi e li algumas vezes:

"Nunca dê a ninguém poder sobre a sua vida."

OK, então eu não dou a ninguém o direito de me fazer infeliz, jamais.

"De tudo, ficaram três coisas:
A certeza de que estamos sempre começando...
A certeza de que precisamos continuar...
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar....

Portanto devemos:
Fazer da interrupção, um caminho novo ...
Da queda, um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
Da procura, um encontro..." (Fernando Sabino)

Que eu possa recomeçar, continuar e entender que interrupções fazem parte da vida.
E acima de tudo, que eu encontre meu caminho mais uma vez, que eu não perca a vontade de dançar apesar das quedas, que eu tenha medo mas não desista de sonhar, pois as pontes e as escadas me levarão aonde eu quiser, e que eu tenha fé no encontro, ainda que a procura seja longa.

Bjs

PS: A Ana Martins, se tornou mais uma pessoa especial pra mim, justamente no dia em que li um post no Pequenas Epifanias, falando sobre desejar o bem de alguém, ainda que não necessariamente isto nos faça igualmente bem. Obrigada por este toque sutil.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Nada mais verdadeiro

Novo mantra para os momentos de total falta de esperança:

"Não importa o que tiraram de você, o que importa é o que você vai fazer com o que sobrou."

Vale uns bons minutinhos de muita reflexão.

Bjs

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Coincidências são apenas uma forma de encarar a realidade...

Quero, na verdade PRECISO MUITO, acreditar nas palavras que escrevo, e também nas que acabo lendo 'ao acaso'.
Nem tanto pela previsão astrológica, mas acima de tudo pelo modo direto e forte como o texto me tomou de assalto.
Bjs

Previsões de Quinta-feira, 02 de Dezembro de 2010

por Isabel Mueller

Relacionamento é sem dúvida o grande tema do atual momento taurino e requer mudança de atitude.Aprofundamento de vínculo emocional, perdão, cura e transformação nas relações é a tendência.As relações verdadeiramente importantes se transformarão. E outras perderão o sentido.


quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Porque deixar ir é tão complicado?

Desde que as decisões começaram a ser tomadas, por mais esforço que seja feito, o mais difícil tem sido a libertação dos pensamentos que aprisionam, que refazem o mesmo caminho infinitas vezes, que insistem e mostrar só o lado da história que faz ela valer a pena.
É nesta hora que as músicas entram novamente em cena, desta vez para lembrar de coisas que já foram ditas ou sentidas e que não desaparecem sem mais nem menos.
Ana Carolina sempre foi um vício, desde o primeiro cd até hoje. Ao som das suas músicas e em seus shows, já vivi muitos momentos memoráveis. E algumas letras, como esta, me forçam a um caminho que vivo evitando, mas que merece toda minha atenção.
Preciso mandar ir, aproveitar que a porta nunca esteve fechada, mas ao mesmo tempo é um jogo de deixar partir, me afastar pra saudade aproximar. E tentando me convencer de que sou a pessoa errada...

E como nada é por acaso, acabei lendo um texto da Rosana Braga, que trata do mesmo assunto. Uma sacudida nos pensamentos mais arraigados... Não é fácil, mas já está devidamente impresso para ser lido diariamente e me lembrar daquilo que não devia jamais esquecer.

Bjs

Aqui

Aqui
Eu nunca disse que iria ser
A pessoa certa pra você
Mas sou eu quem te adora
Se fico um tempo sem te procurar
É pra saudade nos aproximar
E eu já não vejo a hora

Eu não consigo esconder
Certo ou errado, eu quero ter você
Você sabe que eu não sei jogar
Não é meu dom representar
Não dá pra disfarçar
Eu tento aparentar frieza mas não dá
É como uma represa pronta pra jorrar
Querendo iluminar
A estrada, a casa, o quarto onde você está
Não dá pra ocultar
Algo preso quer sair do meu olhar
Atravessar montanhas e te alcançar
Tocar o seu olhar
Te fazer me enxergar e se enxergar em mim

Aqui
Agora que você parece não ligar
Que já não pensa e já não quer pensar
Dizendo que não sente nada
Estou lembrando menos de você
Falta pouco pra me convencer
Que sou a pessoa errada

Eu não consigo esconder
Certo ou errado, eu quero ter você
Você sabe que eu não sei jogar
Não é meu dom representar
Não dá pra disfarçar
Eu tento aparentar frieza mas não dá
É como uma represa pronta pra jorrar
Querendo iluminar
A estrada, a casa, o quarto onde você está
Não dá pra ocultar
Algo preso quer sair do meu olhar
Atravessar montanhas e te alcançar
Tocar o seu olhar
Te fazer me enxergar e se enxergar em mim


Tá doendo?!? Então, solta!!
Por Rosana Braga

Sabe quando você vive uma situação difícil, angustiante e que te incomoda? Quando você não sabe o que dizer, o que fazer ou como agir para que a dor passe ou ao menos diminua?
Pois vou te contar o que tenho descoberto, por experiência própria! Em primeiro lugar, observe a situação toda e, sobretudo, observe a si mesmo e os seus comportamentos.

Errou? Tente consertar e, de qualquer modo, peça desculpas!
Fez ou falou o que não devia? Explique-se, seja sincero, não tente esconder seu engano ou fingir que nada aconteceu... Valide a dor do outro, sempre.

Ta difícil conseguir uma nova chance? Dê um tempo. Espere... Às vezes, algumas noites bem dormidas e alguns dias sem a imposição de sua presença ou a insistência de suas tentativas são preponderantes para que os sentimentos bons sejam resgatados e para que um coração possa ser reconquistado.

Por fim, fez tudo isso e não deu certo? Não rolou? A pessoa até te perdoou, mas a massa desandou, a história se perdeu, os desejos esfriaram?!?

Você se sente inconformado, esmagado pelo arrependimento, atordoado pela tristeza do que poderia ter sido e não foi? Tem a sensação de que estragou tudo? Não sabe mais o que fazer para parar de doer? Acredite, só tem um jeito: solta!

A dor é conseqüência de um apego inútil! Deixa ir... Deixa rolar... Se você já fez o que podia fazer, tentou e não deu, confie na vida, confie no Universo e siga em frente. Pare de se lamentar, pare de se debater e de se perder cada vez mais, e tenha a certeza absoluta de que o que tiver de ser, será!

Quando essa certeza chega, é impressionante: a gente simplesmente relaxa e solta! E quando solta, a dor começa a diminuir, e a gente começa a compreender que está tudo certo, mesmo quando não temos a menor idéia de que “certo” é esse. Mas quando menos esperamos, tudo fica absolutamente claro!

Não se trata de desistir, mas de confiar! Isso é o que se chama “FÉ”! Isso é o que desejo a mim e a você, quando estivermos doendo...

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Gosto de ouvir muita coisa, tenho gosto eclético, poderia até dizer.
Mas no meio de uma tarde de pensamentos me escapando insistentemente entre os muitos papéis na mesa de trabalho, foi esta música do Lulu Santos e do Nelson Motta me fez sentir um quê de tristeza, com uma dose de arrependimento, e a certeza de que estou muito, mas muito perdida em tudo que acredito ou que estou vivendo.
Músicas aliás, são indispensáveis na minha vida. E geralmente compartilho isso com pessoas que amo, quer seja mandando letras, ou comentando que deveriam ouvir esta ou aquela.
E esta é só uma das músicas que me sacodem a alma... E formam a trilha musical da minha vida.
Bjs

Apenas Mais Uma De Amor (Lulu Santos / Nelson Motta)

Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido
Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer

Eu acho tão bonito isso
De ser abstrato baby
A beleza é mesmo tão fugaz
É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer
Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber

Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido
Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer
Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer

E eu vou sobreviver...

O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Último dia, penúltimo mês

O mês está nos seus derradeiros dias... E o ano vai pelo mesmo caminho. Época de repensar projetos, refazer planos, levantar um balanço do ano para ver nossos resultados perante a vida. E tentar acertar mais uma vez no próximo ciclo.
Não sei ao certo, mas acho que 2010 não me deixará com saudades. Ainda é preciso avaliar.
Li na Flor de Lótus o Retrô do mês de novembro, e me senti tentada a fazer o mesmo. Como escreveu maravilhosamente a Daniii, em um Desabafo bem a propósito para o meu estado de espírito, eu tenho que perder a "mania de esperar que as coisas sejam dum jeito determinado" por que "por isso a gente se decepciona e sofre." (Caio F. Abreu)
Vou daqui torcendo para que algo mude radicalmente para melhor nas próximas 24 horas... porque o abismo está chegando cada vez mais perto dos meus pés, mais uma vez.
Bjs

domingo, 28 de novembro de 2010

Do que vale a pena - verdadeiramente

Não que os problemas acabem, mas certamente se tornam um pouco mais fáceis de suportar quando existe a certeza de que há pessoas que, mesmo não me conhecendo por inteiro, dispõem de um pouco do seu tempo para se fazerem solidárias à minha dor.
Sem frases prontas, sem promessas de que tudo se resolve de pronto.
Sexta o post da Amélie me inspirou, e hoje o post de sábado da Flor de Lótus me fez sentir que não estou sozinha nas minhas dúvidas e irracionalidades de sentimentos insanos.
E as palavras de cada uma delas aqui, ao agradecerem minha visita (quando na verdade eu é que devo muito às duas pela força de seus textos nos meus momentos confusos) é que fizeram de um domingo sem muitas expectativas, o começo de uma semana um pouco mais suportável. Obrigada de todo coração por este presente.

(...)

Além delas, outras três pessoas estiveram presentes no meu dia, preocupadas em saber como eu estou e me incentivando a melhorar a frequência das minhas ondas mentais. Sei que as intenções foram as mais sinceras possíveis...
"É o melhor para você." "Você merece ser feliz." "Não importa o que os outros pensem ou digam, ou o que você acha que vai acontecer com eles, você tem que ser egoísta e pensar em você primeiro." "Você tem que parar de se magoar."
Estas são as frases que mais ouço/leio quando digo a verdade em relação ao que anda se passando na minha vida. São um incentivo? Certamente. Mas neste exato instante, para mim elas são um atestado pleno da minha incapacidade de mudar tudo aquilo que está me fazendo mal. E só fazem me machucar mais fundo...
Para não desagradar mais ninguém, desdobro mais uma vez a fantasia e torço para que acreditem nela.

(...)

O mundo não parou para que eu pudesse descer.
Os dias correram e amanhã a rotina voltará a domar meus dias, sem que eu tenha ainda conseguido me libertar do que me causa sensações e pensamentos ruins.
O silêncio, a ausência, a inconstância. Incomodam muito. E não parecem ter previsão de reversão tão breve.
A impotência, a dúvida, o medo. Paralisam e dominam. Mas ao menos o lado prático já planeja um modo de ocupar a mente e construir planos em todos os setores desta vidinha medíocre, para os próximos dias, até o fim do ano.
Mesmo que sejam, em ambos os casos, apenas desculpas de quem não quer ver o óbvio.

Bjs

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Voltar, às vezes, é como não ter partido.

“O tempo não comprou passagem de volta”. Mário Lago

O que de tão difícil há em regressar ao lugar de origem?
Talvez o sentimento de que voltar ao ponto de partida signifique voltar àquilo que angustia, incomoda, dói. Apesar da viagem em si e o destino sempre provocarem transformações no viajante, para mim está incomodando muito a sensação de que, maior que os aprendizados transformadores, são os problemas e as dificuldades existentes na origem. E o fato de que eles jamais se resolverão com quantas viagens, partidas ou chegadas eu decida fazer.
A paciência está mais que no limite. A intolerância, a irritação, a tristeza. É um pacote de coisas ruins, das piores que existem dentro de mim.
E ainda há uma profunda mágoa de não ser insistente o suficiente - já que ouvi me dizerem que força sempre teremos, se procurarmos bem e ela for necessária - para sair da beira deste abismo, do qual por algumas vezes me acreditei longe, mas que acabo sempre me arrastando para mais e mais perto.
Em ambas as viagens tive momentos ótimos, não posso ser injusta.
BsAs me trouxe, apesar do pânico do aeroporto, o novo, o desconhecido, a convivência, o cansaço físico e não mental, os sorrisos, os sorvetes e as poucas horas de sono diárias. Mas em alguns momentos a apatia tomava conta de mim, e era preciso lutar contra isso para que não pusesse a perder o prazer dos outros. Ainda assim, valeu estar ali, e quem sabe um dia, em um outro momento da minha vida, eu possa curtir novamente essa viagem como algo mais encantador ainda.
Cwb não foi diferente: pelo voo sozinha, a ansiedade em uma hora e pouco no avião, o abraço do amigo no aeroporto, os roteiros turísticos guiados por um carioca numa cidade que ele tanto critica, por ter cumprido a missão de levar algum conforto ao coração de quem sempre me ajudou. Ainda assim, nos momentos sozinha no quarto do hotel, e talvez pela chuva insistente nos dois últimos dias, a vontade de retornar mais cedo, de simplesmente sair dali, foi muito forte. Resisti bravamente e fiquei até o último dia, e mesmo com atrasos na volta, senti que também precisarei voltar lá um dia, para aproveitar a cidade como merece ser.
Depois de duas semanas entre aeroportos e cidades, entre mágoas, alegrias, tristezas, ressentimentos e dores, me vejo hoje pensando em que razões existem para que eu me julgue menos merecedora de carinho, atenção, reconhecimento, compaixão e solidariedade de pessoas que eu acreditava serem capazes de ver minhas fraquezas e estarem ao meu lado.
Li na Amélie algo que ela escreveu e que se parece muito comigo: não é porque estou sempre segura, firme, forte, decidida que significa que não preciso de carinho, apoio, proteção.
Preciso sim, muitas vezes mais até do que consigo dizer. E meus mecanismos de defesa, talvez porque nunca aprendi a me mostrar frágil, desandam pro lado rude, irritado, cruel, que ao invés de permitir a aproximação do outro, causa mais afastamento.
Hoje não sou nem sombra do que já fui. Perdida no meu mundo, me ferindo, me punindo, me maltratando. Me isolando para não machucar quem eu gosto, mesmo que por várias vezes eu acabe fazendo isso, e me culpando mais e mais.
Quero reclamar o que sei que mereço. Quero acreditar que é possível mudar o que não me deixa feliz. Quero me transformar em alguém cuja companhia seja um prazer e não um fardo. Mas quero, acima de qualquer coisa, me reencontrar.
Porque em algum ponto da trajetória que tracei para mim, deixei de ser quem eu posso ser, para me transformar em alguém que as pessoas esperam que eu seja. O senão desta decisão é que este alguém tem 'prazo de validade'. Este alguém inventado, criado, mantido de aparências, se sustenta por um tempo, que pode ser curto ou longo, dependendo do ator. Mas sempre acaba se desgastando, desbotando, empalidecendo.
É neste momento que os outros vão cobrar o que nunca perceberam que era uma farsa. Vão querer saber o que mudou, porque está amarga, impaciente, apática, triste. Vão dizer que não há motivos de estar assim, que tem tudo que qualquer pessoa poderia querer, que devia ser grata e feliz por isso. Nunca vão notar que sempre esteve assim, mas revestida de uma fantasia que agradava a todos. E quando contar a eles porque fez isso, porque se fantasiou e se anulou ou diminuiu para que eles não se desapontassem ou entristecessem, ainda terá que ouvir que ninguém nunca exigiu isso, e que devia sempre ter feito o que fosse melhor para você .
É neste ponto exato da vida em que me encontro.
Deveria estar satisfeita por milhares de coisas, deveria tratar todos ao meu redor bem, afinal, viajei, me diverti, estou 'curtindo férias', não tenho motivos para estar de mau humor ou infeliz.
E no entanto não é como me sinto. E tem sido realmente difícil, pelo menos desta vez, pelo menos por agora, disfarçar essa decepção com o mundo e comigo mesma.
Será que um dia isso passa? Será que essa mágoa um dia se cura? Quero, e preciso acreditar que sim. Preciso ordenar a vida, os pensamentos, meu mundinho particular. Preciso redescobrir o que me faz de fato feliz, e batalhar por esses sonhos. Preciso, como a criança que cai ao tentar dar os primeiros passos, mas que se levanta e insiste, teimar em levantar e caminhar para o destino que me traga a paz e a serenidade que meu coração e minha alma tem implorado.
Porque se assim não for, de que adianta estar aqui?

"Há pessoas que nos falam e nem as escutamos;
Há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam.
Mas há pessoas que, simplesmente, aparecem em nossa vida, e que marcam para sempre..." Cecilia Meireles

Bjs

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Volta... e nova ida

Terça de madrugada cheguei de Bs.As., pegada forte essa de ter que ir trabalhar no mesmo dia...
Mas não tinha jeito então fui, trêbada de sono, e aguentei até as 22h acordada (quer dizer, mais ou menos acordada).
Quarta e hoje não tive trégua no trabalho - só pra constar, eu deveria estar DE FÉRIAS - e ontem não consegui ouvir sequer o despertador para ir a academia. Hoje já um pouco melhor, consegui nadar bem, e encarar o trabalho menos lerda.
Ainda não consegui parar pra organizar as fotos e os fatos pré, durante e pós viagem, e depois de amanhã pego outro vôo rumo ao segundo destino. Nem a mala está arrumada.
Vida que segue, não consegui desligar do trabalho, mesmo sabendo que meu esforço não significa nada pra ninguém, e assim estou deixando de fazer algo que me daria prazer, que é me preparar para a viagem, e estou me consumindo num trabalho que só me causa desgaste. Vá entender o porque faço isso comigo mesma...
O que de bom tem acontecido é que ando ganhando mais e mais o carinho dos e das bolsistas da dança. E me divertindo muito! Acho que em dezembro já vou encarar o desafio de fazer aulas de também terças e quintas, na turma de iniciantes igual a minha. E amanhã já fui intimada para ir ao baile. Isso é que me dá dor de barriga só de pensar...
Vou contando os dias, mas sem muita animação. Quando voltar aproveito pra por esta 'casa' em ordem.
Bjs

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Estou indo

Bom, é chegado o dia da primeira viagem.
Agora só preciso me concentrar em ficar calma e repetir o mantra "tudo vai ficar bem e vou me divertir muito".
Até a volta.
Bjs

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Expectativas e Exigências

Às vezes a vida faz questão de mostrar que nem sempre posso ter o comando de tudo, e que devo aprender a ser menos exigente comigo mesma.
E que não posso esperar nada dos outros, pois os outros não nasceram para satisfazer minhas expectativas.

Difícil saber se alguém se sentiria negativamente ansioso com viagens decididas por si mesmo, e não impostas, do mesmo modo que stou me sentindo agora. Mas sei que o incômodo se deve muito mais ao fato de que não consigo deixar de lado a responsabilidade que me imponho, do que por ter que embarcar sozinha em um avião pela primeira vez.

Hoje a dor foi tão grande que não conseguiu ser contida no peito, e transbordou. Por mais que promessas de ser menos certinha e perfeitinha tenham sido feitas há bastante tempo, ainda são frágeis e difíceis de cumprir a risca. E permaneço me machucando pra não decepcionar quem eu nem sei se realmente se sentiria assim se eu buscasse minha própria felicidade.

É preciso ser sacudida mais uma vez, pra aprender a viver. Ou então desistir de vez, porque como está não pode sequer ser considerado arremedo de vida.

(...)

Mas justiça deve ser feita com os momentos bons que acontecem na minha vida. E nestes dias estranhos, passeando por lugares interessantes por aqui, descobri um cantinho que me chamou atenção, principalmente por um post contendo um texto digno de nota (como todos os outros que pouco a pouco fui lendo...).

E maior ainda foi a alegria quando vejo que um comentário no post me trouxe uma amiga pro meu cantinho. Obrigada, Carol, do blog Chocolate com Pimenta, por me fazer companhia a partir de agora. Seja muito bem vinda sempre!

E claro que algo mais me traria um pouco de ânimo num dia pesado por natureza. Hoje foi dia de aula e apesar de nenhuma vontade de ir, me senti muito bem em não ter faltado. "Ganhei" um bolsista por quase uma aula inteira, meu ritmo favorito começou, e finalmente, estou conseguindo aproveitar as aulas como uma terapia que deve ser. Até elogios já consigo receber, e dá uma massageada considerável no ego saber que estou sendo disputada para ser par de alguns cavalheiros.

Há uma luz no fim do túnel... tem que haver...

Bjs

PS: Faltam 4 dias para a primeira partida, e 11 para a segunda. Vou me esforçar bastante para não fazer das viagens suplícios, pois não são, e poder aproveitar muito, como qualquer pessoa 'normal' faria.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Tem tanta coisa

Já faz bastante tempo que não escrevo aqui, e no entanto esta ausência tem mais a ver com a minha falta de disposição que com a falta de tempo ou de acontecimentos propriamente ditos. E o mais interessante tem sido que não parei de escrever para mim mesma, só deixei de escrever aqui...

Aliás, acontecimentos não faltaram neste tempo afastada, e quero poder escrever sobre cada um deles, separadamente, para ficar fácil de organizar as idéias. Como sei que isto ainda não será agora, mas não quero deixar tudo tão sem notícias, vale um resumo:

Novembro será mais um período de mini férias, e como me prometi, vou viajar. E duas vezes: Buenos Aires e Curitiba. O mais engraçado é que, apesar de nutrir esta vontade há tempos, só agora estou criando coragem de ir a Curitiba para conhecer um pouco da cidade (apesar das passagens compradas, ainda estou muito, muito, muito nervosa e penso mil vezes em desistir). E Buenos Aires promete ser divertidíssimo, pois vamos com minha irmã e meu cunhado... os hermanos que nos aguardem! Só preciso agora buscar alguma animação para planejar uns roteiros para as duas viagens...

O encontro com amigos queridos saiu, e rendeu ótimas conversas e algumas fotos. Estes momentos fazem a vida ganhar um brilho especial, e me deixam com aquela sensação de que poderia ser acontecer muito mais vezes.

Academia e alimentação andam bem regulares (academia muito mais que alimentação, mas está valendo), apesar de brigadeiros ainda serem meus pecados de fds (ok, nem sempre SÓ no fds). A segunda meta chegou, estou caminhando para terceira, sem stress. O bom mesmo foi arrumar uma parte das minhas roupas e perceber que muitas delas já não me cabem, não por que estão apertadas, mas just the other way around. Ah, e claro que os elogios de pessoas que não me viam faz tempo também ajudam a manter um excelente astral...

O trabalho não tem sido regular como planejei, apesar do esforço em sair cedo todos os dias. Mas não posso reclamar pois estou menos ansiosa e procurando viver em paz com as minhas limitações.

Deixei as aulas particulares de Inglês um pouco de lado, não estava rendendo como queria, mas as aulas de sábado estão sendo mantidas religiosamente, tentando melhorar para eles. E em dezembro já teremos um encerramento de semestre em grande estilo: almoço no Outback, em Inglês, certamente.

Os livros não foram completamente abandonados, mas ler tem sido difícil pelo cansaço dos olhos. Retorno durante as férias e as viagens.

A casa está uma desorganização só, mas dezembro vem aí e novas mini férias terão destino certo.

As aulas de dança estão indo bem, mesmo tendo dias muito sem vontade de ir, me sentindo uma perfeita demente por não conseguir acompanhar certas coisas, ou pior, por não conseguir relaxar como todos insistem. Mas sou teimosa, um dia chego lá. Até em baile já fui, mas o próximo acho que só ano que vem, quando eu já estiver com uns... 10 meses de aula! E o samba que eu gosto tanto? Nada.

No mais tudo está se ajeitando e eu estou viva, que é o importante mesmo.

Os próximos posts serão sobre esses acontecimentos todos, e se tudo der certo não serão tão distantes uns dos outros e virão com algumas fotos para distrair a mente. E claro, depois das viagens, muito mais fotos e fatos estarão presentes neste espaço.

Bjs

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Um bichinho me mordeu...

Claro que nem tudo continua um mar de rosas estes dias - também seria pedir demais não ter TPM nenhum dia do mês - mas se pesar bem, tenho tido bastante coisas para me deixar mais animada que desanimada.

Tive a estreia do meu presente, abrindo a semana passada com série nova na academia. Aliás, que série foi aquela??? Mas tudo bem, é por uma boa causa: rumo ao corpo que me pertence! Só mesmo meu professor pra achar que eu quero ficar sarada igual as meninas de vinte anos, mas vou enganando ele bem: a calça 42 já me serve e estou bem perto da segunda meta física em menos de um mês. Que venham minhas recompensas!!

Minha terceira meta em relação a livros ainda não foi batida porque nem peguei no Símbolo Perdido, mas em compensação li Eu sei que vou te amar do Arnaldo Jabor em menos de uma hora, já que era bem pequeno.

As aulas de dança tem sido ótimas, apesar de ainda estarmos insistindo em um único ritmo que, diga-se de passagem, nem é o meu favorito mas, vá lá, tínhamos que começar por algum. Esta sexta talvez me arrisque a ir no baile, ainda mais se as meninas do trabalho puderem me acompanhar. Comprei uma sapatilha nova para as aulas, quero ver se testo na próxima.

E por falar em atividades físicas, andei indo a umas aulas de tae kwon do, só para acompanhar, e ando pensando seriamente em fazê-las. Amei o jeito do professor, a simplicidade do lugar, a simpatia dos alunos e de todas as pessoas que conheci por lá. Só estou pensando seriamente em entrar por uma questão de tempo, senão vejamos: musculação segunda, quarta e sexta das 5:30 às 6:40 da manhã, com complemento às terças e quintas de 5:30 às 6:00 quando começa a natação que vai até às 7:00, segunda e quarta, dança das 19:00 às 20:00, com bailes às sextas 20:00. Se encaixar o tkd será às terças e quintas das 20:00 às 21:30, e sexta, das 20:00 às 21:00... sei lá, estou achando meio complicado demais, e cansativo também. Quem sabe daqui a mais um mês ou dois...
Circuito MRTKD 2007

Apesar de ter me prometido reduzir o ritmo no trabalho, não tem sido muito fácil cumprir. Hoje saí já passando das 19 horas, e com a irritação no auge por não ter sido um dia tão produtivo quanto eu gostaria, mas enfim, que se há de fazer se nem tudo é como a gente quer.

Mas algumas coisas podem ser sim, e estes dias estive pensando por diversas vezes em reencontros. Reencontros entre amigos que o tempo e a distância afastaram mas que continuam morando nos corações uns dos outros. Este sábado acontecerá um deles, será com três amigos que dizia serem meus 'três mosqueteiros', pois surgiram de repente vida e ficaram tão especiais que hoje não me vejo sem eles na minha vida.
E como uma coisa leva a outra, ando amadurecendo a ideia de provocar um encontro entre dois grupos que também marcaram muito minha vida: a galera da UERJ e os meus loucos apoiadores do TC, os Discípulos de Fazolo.
Com os primeiros será uma nova tentativa no espaço de mais de um ano, já que a primeira reuniu apenas quatro pessoas, apesar da promessa de pelo menos umas dez... Já com os Discípulos, será um bom exercício de convencimento, mas que estou certa, renderá ótimos frutos: se foram loucos o suficiente para embarcar num projeto mais louco ainda como aquele que propus há quase sete anos, um simples reencontro será moleza...

Conversation class, de onde saíram as maiores amizades e amores que tenho até hoje

Os tão famosos Discípulos de Fazolo, com seu mestre, em Um Natal Literário

Alguns dos colegas de UERJ na foto com beca para formatura

Ai, ai... agora falando de coisas nem tão agradáveis assim, nos próximos dois domingos tenho prova. Deveria ter estudado, mas admito que me falta paciência pra resolver os problemas que tenho, que dirá para sentar e estudar. Mas vou botar ordem nesta bagunça e tentar sair mais cedo nos próximos dias do trabalho (como desde o início do mês deveria estar acontecendo) e ver um pouco que seja da matéria para as provas. E claro que o resultado vai ser o melhor possível (pensamento positivo, lembra?).

Bjs,

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Da aula, do prêmio, do livro - Editado

Feriado no país, uma calmaria só para este horário, e sem ter que ir pro trabalho, aproveito para atualizar este espaço.

Ontem foi dia de mais uma aula, e mais um pouco vou me sentindo pertencendo àquele mundo. Parece bobagem achar que uma hora de movimentação física podem modificar a vida de alguém, mas o simples fato de estar ali e conquistar mais um pouco de um espaço que eu julgava perdido é como uma injeção de ânimo ao final do dia. E vou me descobrindo novamente especial, observada e elogiada pela minha capacidade de aprender e de fazer movimentos que eu julgava impossíveis...

Eu definitivamente nasci no corpo errado, como eu sempre brinco. Sou uma mulher por fora, mas que tem pensamentos e atitudes de homem, pelo menos em relação a algumas coisas práticas da vida: detesto ir ao shopping só pra bater perna, não consigo escolher roupa mandando vendedor(a) descer dezenas de peças e experimentar uma a uma, cartão de crédito é algo que não tenho porque penso que se não posso pagar minhas compras com o dinheiro que tenho, é melhor esperar até ter, ou então esperar a vontade passar... E isso estou falando apenas de uma parte de mim, a que lida com essa esfera de "compras x shopping x dinheiro", fora mais uma série de outros itens que às vezes as pessoas não conseguem entender como pode uma mulher pensar assim...

Mas enfim, domingo decidi que ia comprar minha "recompensa" por atingir o primeiro objetivo a que me impus. Depois de enfrentar o supermercado e a feira logo cedo, dar uma arrumada na casa e lavar umas roupas, parti para o shopping e fui ver o que eu queria: um par de tênis novos.
Saí de casa quase cinco da tarde, entrei no shopping, rodei duas ou três lojas que são outlets, como de costume me apaixonei por aqueles que tem três dígitos de valor, sendo que o primeiro deles sempre é maior que quatro, mas como boa Contadora que sou, sei que meu dinheiro não nasce em árvore, fiquei com um que apesar de não ser exatamente o que eu queria (até porque rosa não é a minha cor favorita), calçou bem, é confortável para voltar a correr e acima de tudo, ficou num preço bem razoável, menos de R$200,00. E por volta das 18:30 já estava em casa de novo.


Primeira meta atingida, primeira recompensa

E falando em metas e recompensas, aquela que vai coroar o objetivo final é uma viagem desejada há tempos para Porto Alegre e Curitiba. Se tudo der certo, acontecerá em novembro, quando tiro mais dez dias de férias e quem sabe fico uma semana entre uma cidade e outra.
Esta viagem sempre foi um projeto, mas que por vários motivos eu planejava, planejava e abandonava no último instante. Agora, com tudo que anda acontecendo - para melhor - na minha vida, estou fazendo as coisas bem mais sérias que antes: já cotei hotel, passagem aérea, defini data de ida e volta, andei conversando com pessoas que podem me dar dicas em cada uma delas, e de algum modo aqui dentro de mim sei que desta vez ela não será adiada.

Quanto ao livro do Paulo, estou empacada no mesmo capítulo desde semana passada porque chegaram as minhas revistas mensais e eu queria terminar com elas, que são de leitura bem menos profunda que o livro, então optei por elas para ler a noite. Como ontem terminei com a última que tinha em mãos, hoje a noite já devo retomar o livro.

Acabei agora mesmo, e já vou partir para o próximo, que também já tinha começado, mas que terei que ler tudo de novo, pois quase não lembro o que li: O Símbolo Perdido.

E como falei de outras cidades, que abrigam pessoas que são muito especiais para mim (dentre elas o meu professor de dança favorito), termino com um pedacinho de Clarice Lispector, falando sobre saudade, que é o que mais sinto delas:

Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.

Bjs